29 de dezembro de 2015

EVENTOS ASTRONÔMICOS PARA 2016



O ano está começando e, por isso, é a hora de anotar na agenda os eventos cósmicos mais interessantes que ocorrerão em 2016. Para montar esse calendário de espetáculos, nossos astrônomos utilizam apenas a matemática (e Newton, é claro). O comportamento dos corpos celestes pode ser calculado pela teoria da gravitação, formulada por Isaac Newton no século XVII. E é assim que podemos nos programar para voltar a nossa atenção para o céu no dia e horário exatos.

Além da movimentação no cosmos, este ano será especial para a astronomia porque a sonda Juno finalmente chegará a Júpiter após cinco anos de viagem. Isso significa que, a partir de 2016, teremos novidades sobre o maior planeta do sistema solar. Juno é uma sonda espacial movida a energia solar. Ela será colocada em órbita para estudar a composição de Júpiter, seus campos gravitacionais e magnéticos. No interior do planeta, os cientistas esperam entender, entre outras coisas, os ventos jupiterianos, que chegam a 600 quilômetros por hora.

JANEIRO

- Entre os dias 3 e 4, será possível avistar a chuva de meteoros Quadrantids. Esses meteoros irradiam da constelação Boötes e, no pico da chuva, podem surgir até 40 meteoros por hora. A visualização é melhor de um local bem escuro depois da meia-noite.

MARÇO

- No dia 8, Júpiter estará o mais próximo da Terra neste ano e seu “rosto” será totalmente iluminado pelo sol. Será possível visualizá-lo e fotografá-lo. Até as suas luas estarão visíveis.

- No dia 9, está previsto o eclipse solar totalque poderá ser visto em algumas partes da Indonésia e no Oceano Pacífico. Já o eclipse parcial poderá ser visto no norte da Austrália e sudeste da Ásia.

- No dia 23, será a vez do eclipse lunar. Será visível em quase todo extremo leste da Ásia, leste da Austrália, no Oceano Pacífico, e na costa Oeste da América do Norte incluindo o Alasca.

ABRIL

- Entre 21 e 22, está prevista mais uma chuva de meteoros. Desta vez, serão as Lirídeas, na constelação de Lira. Este ano, a lua cheia vai atrapalhar um pouco a visualização dos cerca de 20 meteoros que podem cair por hora e que deixam uma trilha de poeira brilhante. Apesar de não ser a mais forte chuva de meteoros, as Lirídeas são famosas por terem sido registradas há 2.600 anos, o período mais longo na história.

MAIO

- O fenômeno Eta Aquarídeas vai ocorrer entre os dias 5 e 7. O ponto radiante para essa chuva de meteoros estará na constelação de Aquário. A lua nova vai proporcionar uma experiência de visualização ideal este ano com o céu escuro. Melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite, longe das luzes da cidade.

- No dia 9, está previsto o Trânsito de Mercúrio, nome dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. Com um telescópio, Mercúrio é visto como um pequeno ponto escuro movendo-se pelo disco solar. Esse evento ocorre 13 ou 14 vezes em cada século. Os três últimos trânsitos de Mercúrio ocorreram em 1999, 2003 e 2006.

- Prepare para fotografar Marte no dia 22. O planeta vermelho terá sua maior aproximação da Terra e será totalmente iluminado pelo sol.

JUNHO

- No dia 3, Saturno terá a sua maior aproximação da Terra.

- Sonda Juno: a sonda está prevista para chegar a Júpiter no dia 4. A previsão é que permaneça em órbita até outubro de 2017, quando a nave sairá da órbita para bater em Júpiter.

JULHO

- Delta Aquarídeas: sua ocorrência é no final de julho - seu auge deve ocorrer entre os dias 28 e 29, mas alguns meteoros poderão ser vistos a partir de 18 de julho e até 18 de agosto. Também ocorre na constelação de Aquário. Melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite a partir de um local escuro.

AGOSTO

- Entre 13 e 14, poderá ser vista a maior chuva de meteoros do ano – a Perseidas, que ocorre a partir da constelação de Perseu e pode apresentar até 60 meteoros por hora. Apesar de o pico ser em 13 e 14 de agosto, será possível ver alguns meteoros entre o período de 23 de julho e 22 de agosto. O céu estará bem escuro este ano, facilitando a visualização. Encontre um local longe das luzes da cidade e olhe em direção ao nordeste depois da meia-noite.

SETEMBRO

- No dia 1º de setembro ocorre um eclipse solar anular, que terá início na costa leste da África central passando por Gabão, Congo, Tanzânia, Madagáscar e terminando no Oceano Índico. O eclipse parcial será visível durante a maior parte do dia na África e no Oceano Índico.

- Em setembro, é a vez de Netuno estar mais próximo da Terra. Mesmo assim, a olho nu, só será possível visualizar um pequeno ponto azul. Para ver mais que isso, será preciso um telescópio.

- Para o dia 16, está previsto um eclipse lunar, visível em quase toda a Europa Oriental, Leste da África, Ásia e Austrália Ocidental.

OUTUBRO

- No dia 15, Urano está mais próximo da Terra.

- Entre 21 e 22, ocorre a chuva de meteoros Orionídeas. Esta chuva de meteoros terá seu auge no dia 21, mas ela é bastante irregular. Um bom espetáculo pode ser experimentado nas manhãs entre os dias 20 e 24. Uma melhor visualização poderá ser obtida a partir do leste, após a meia-noite.

NOVEMBRO

- Chuva de meteoros Leonídea entre os dias 17 e 18. Este ano, teremos um pico cíclico, onde centenas de meteoros podem ser vistos a cada hora. Para visualizar melhor o fenômeno, procure a constelação de Leão após a meia-noite.

DEZEMBRO

- Geminídeas: com origem na constelação de Gêmeos, pode ter uma alta taxa de meteoros, com até 60 por hora. O auge da chuva geralmente acontece entre os dias 13 e 14. A lua cheia poderá ser um problema este ano, escondendo muitos dos meteoros mais fracos em seu brilho. A melhor visualização geralmente é para o leste após a meia-noite a partir de um local escuro.

Fonte: Explorador dos Céus e Nasa

Imagem: pixbox77/Shutterstock.com

15 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL PARTE 5

A tonalidade das cores

Como as cores dos objetos são luz refletida, cada cor tem um índice próprio de reflexão, o que torna algumas cores mais luminosas do que outras.

Um amarelo, por exemplo, é mais luminoso que um azul.

Abaixo, à esquerda, vemos uma sequência de 12 de quadrados coloridos com matizes variados. Já na ilustração à direita, nós vemos os mesmos matizes, só que eles foram convertidos a tons de cinza. Cada quadrado à direita é uma equivalência "acromática" de cada cor vista à esquerda. Vemos, assim, como cada cor tem um tom próprio.
Podemos ver como o violeta nº 12, ao lado, é o matiz mais escuro do conjunto, mais do que verde nº 4, por exemplo, e, também, como este é mais escuro do que o amarelo nº 3. Estamos, aqui, apenas comparando as tonalidades próprias de cada matiz.

Além disso, na paleta HLS, nós podemos variar a tonalidade de um único matiz.

Na ilustração abaixo, nós vemos 4 paletas HLS, onde há um mesmo matiz, um laranja de H=30°. Na paleta nº 1, o valor da luminosidade é o padrão, L=50. Na paleta nº 2, o valor de L foi alterado para 25, o que tornou o mesmo matiz, M=30, mais escuro. Na paleta nº 3, o valor de L foi alterado para 75, tornando-se mais claro.
Abaixo, vemos um gráfico composto de onze colunas por 7 linhas de círculos.

Os valores marcados no topo de cada coluna correspondem aos valores de luminosidade (L) para cada matiz na paleta HLS.

Por outro lado, nas linhas horizontais nós vemos a variação de matizes. O valor de H=0 corresponde a um vermelho, o valor de H=120, a um verde e o valor de H=300, a um violeta, por exemplo.

À direita das colunas no gráfico, vemos o valor de L=0, que corresponde ao preto puro. À esquerda, vemos o valor de L=100, que corresponde ao branco.
A coluna com o valor de médio de L=50 corresponde aos matizes puros, sem variação de tonalidade.

Valores menores de 50 são tons escuros enquanto que valores maiores de 50 representam os tons mais claros.


Nas ilustrações abaixo, nós temos três repetições da mesma composição geométrica.

Na composição nº 1, nós apresentamos as cores originais, puras, todas com o valor de 50 de luminosidade (L) na paleta HLS.

Na composição nº 2, por outro lado, todas as cores tiveram seus tons alterados para 25 na paleta HLS.

Na composição nº 3, por fim, nós aumentamos o brilho das cores na paleta HLS para 75, tornando toda a composição mais luminosa.
Nas outras duas reproduções abaixo, utilizando-nos da mesma composição geométrica, nós fizemos um outro exercício com as tonalidades das cores.

Na ilustração nº 4, todas as formas da composição são em tons escuros como visto na ilustração nº 2, anterior. Entretanto, apenas uma única figura ficou em tom mais claro. Isso projetou esta forma em específico à frente, destacando-a do restante e tornando-a figura. Criou-se, por isso, uma relação figura-fundo mais acentuada.

Da mesma maneira na ilustração nº 5, mas com valores invertidos, ao invés dos mais escuros, temos os tonalidades mais claras. Dentre todas as outras, apenas uma única forma ficou com valores originais e, por isso, tornou-se destacada em relação ao restante.

Estes casos indicam como se pode diferenciar figura de fundo apenas usando o método do contraste de tonalidades.






A saturação das cores


A saturação de uma cor, na paleta HLS, varia desde a intensidade total do matiz até o cinza. Na ilustração abaixo, vemos um gráfico com 11 colunas por 7 linhas.

Nas linhas, vemos a variação dos matizes, de H=0, vermelho, a H=300, violeta. Nas colunas, por outro lado, vemos a variação da saturação (S).

Na coluna mais à esquerda, vemos o valor da saturação em 100, o que indica o matiz puro.

Conforme as colunas avançam para a direita, a saturação vai diminuindo, o que torna cada matiz mas acinzentado. Caminhando para a direita, nós dizemos que o matiz torna-se dessaturado.

A última coluna à direita tem valor de S=0,o que indica um cinza puro.


No exemplo nº 1, abaixo, temos uma composição toda em tons saturados ao máximo, com o valor de S=100. Já na ilustração nº 2, ao contrário, todas as formas na composição tem os matizes dessaturados, com o valor de S=25.

Cores quentes e cores frias


Outra distinção muito conhecida na teoria das cores é a que se faz entre cores quentes e cores frias.

Não é uma distinção técnica como o são os conceitos de tonalidade ou de saturação. Entretanto, o seu largo uso no meio da comunicação visual nos leva a apresentá-la.

É baseada na similaridade entre algumas cores e as cores do fogo e do gelo. Assim, vermelhos, laranjas e amarelos são consideradas cores quentes por serem cores vistas nas chamas do fogo, enquanto que azuis e verdes-água são consideradas cores frias por serem cores vistas no gelo. Abaixo, vemos uma distribuição de seis cores em dois círculos de cores.


Entretanto, esta é uma teoria simplória das cores pois não dá conta da razão de que alguns azuis são "quentes" ou do fato de que alguns vermelhos são "frios". Abaixo, vemos exemplos desta situação. Em um círculo estão indicados quatro azuis e verdes “quentes” e, no outro círculo, quatro vermelhos “frios”.

Para um maior controle na criação da comunicação visual, é mais útil usar os conceitos de saturação e tonalidade

Contrastes simultâneos
O contraste é um fator fundamental para toda a comunicação visual mas, na teoria das cores, reveste-se de ainda mais importância.

De modo simplificado, quando colocamos duas cores lado a lado, uma cor influencia na percepção que temos da segunda cor e vice-versa. Por isso, este efeito é chamado de contraste simultâneo, pois a percepção de ambas as cores sofre uma alteração simultânea.

Este efeito visual foi apresentado de modo muito evidente e sofisticado pelo autor Israel Pedrosa, em seu livro "Da cor à cor inexistente".

Na ilustração abaixo, vemos, à esquerda, um losango vermelho. Em seguida, o losango é deslocado para à direita, inserindo-se em um retângulo de listras verticais, azuis e amarelas, alternadas.

Entretanto, quando o losango se insere no retângulo, temos a sensação de que a parte superior do losango fica mais luminosa do que a parte inferior. Isto é, embora saibamos que o losango tem uma cor uniforme de vermelho, o arranjo de listras azuis e amarelas nos ilude e influencia o modo como percebemos o losango, quando este está inserido no retângulo.


O contraste simultâneo também acontece em relação às tonalidades. Também a percepção dos tons de cinza sofre variações em função do contraste simultâneo.

Na ilustração abaixo, vemos, à esquerda, três ovais em um tom de cinza homogêneo. E, à direita, vemos um retângulo de listras pretas e brancas alternadas.

Quando os três círculos se movem para a direita e se inserem entre as listras verticais do retângulo, temos a impressão de que a parte de cima das três ovais fica mais escura que a parte de baixo. Este efeito puramente ilusório é ocasionado apenas pela ação do contraste simultâneo.



Analogia das cores e significados

Outro fator importante no uso das cores é o hábito que temos de associar certas cores a certos materiais ou objetos. Assim o céu pode ser azul, ou vermelho ao nascer do sol. Vegetação é, em geral, verde e as frutas, vermelhas.


Se uma fruta está azulada ou acinzentada, quando o seu normal é vermelho, por exemplo, podemos considerá-la estragada, imprópria para consumo.

Como vemos na ilustração nº 1, abaixo, temos um arranjo de frutas maduras. Já na ilustração nº 2, as cores das mesmas frutas foram alteradas por computador, causando um estranhamento.

Na ilustração abaixo, vemos uma aplicação importante deste princípio no design de produto.

Suponha que estamos vendendo água mineral em um vasilhame plástico. À esquerda, vemos o padrão da indústria, que é o vasilhame azul.

Fosse o vasilhame marrom, como visto à direita, mesmo que a água fosse quimicamente tão pura quanto a outra do frasco azul, teríamos a impressão de ser uma água suja, imprópria para consumo.

Este é um fator importante no uso da cor na comunicação visual.

Cor e legibilidade

O último fator importante que apresentaremos no uso da cor na comunicação visual, trata da legibilidade de um texto.

Quando pretendemos que um texto tenha muito contraste com seu fundo, optamos por algumas combinações de cores como as mostradas na ilustração abaixo.

Além das evidentes combinações de preto sobre branco e de branco sobre preto, outras combinações mais legíveis estão indicadas na coluna à esquerda.

As combinações menos legíveis também são utilizadas, mas com objetivos comunicativos bem específicos.

12 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL PARTE 4

As cores nos softwares gráficos

Os principais softwares gráficos do mercado permitem trabalhar com as três dimensões da cor: cor-luz, cor-pigmento e cor-pigmento transparente.

Os monitores, como já vimos, funcionam com o padrão cor-luz, RGB. Para poder manipular os outros dois padrões, os softwares fazem uma "tradução", convertendo estes padrões para o RGB.

Isto é, quando você trabalha com o padrão CMYK, por exemplo, o software gráfico converte os valores das cores para mostrá-los, aproximadamente, no monitor RGB. As cores vistas não serão exatamente como serão impressas, pois, como vimos, a tríade de primárias de um processo cromático é completamente diferente da do outro.

Abaixo, vemos a paleta de cores RGB do software gráfico Corel Draw™. As paletas dos outros softwares gráficos são similares. Observe que os valores de cada cor (R,G,B) variam em um número inteiro de 0 a 255 (indicado, na ilustração, pelo nº 2). Se multiplicarmos 255x255x255, obteremos o valor de 16.581.375 de cores possíveis no monitor. A cor mostrada abaixo é o vermelho, com o respectivo valor de R em 255, e os valores de G e B em 0.

Nas duas paletas mostradas abaixo, por outro lado, temos as outras duas cores em sua máxima intensidade. Na paleta nº 1, temos o valor de G em 255 e os valores de R e B em 0. Na paleta nº 2, o valor de B é 255 e os valores de R e G em 0.
http://www.auladearte.com.br/lingg_visual/images/introducaoa-cor-0047.pn



Abaixo, nós vemos as três cores-luz secundárias, produzidas na paleta RGB. O amarelo é uma mistura de 255 de R e 255 de G (nº 1). O violeta é uma mistura de 255 de R e 255 de B (nº 2). O ciano é uma mistura de 255 de G e 255 de B (nº 3).



Por outro lado, na paleta nº 1, abaixo, as três cores estão com valor de 255 e observamos que a cor resultante é o branco. Aqui, nós somamos as três cores-luz primárias em sua máxima intensidade, R 255 + G 255 + B 255. Por isso, o resultado é o branco. Se os valores fossem 0, como na paleta nº 2, nós teríamos o preto.



Se alterarmos os valores de RGB de modo idêntico, obteremos uma variação de 253 tons de cinza diferentes. Lembre-se, o valor de 0x0x0 é preto e o valor de 255x255x255 é o branco. Na paleta nº 1, abaixo, vemos um cinza escuro, com os valores de R 50 x G 50 x B 50. Já na paleta nº 2, os valores são de 125x125x125 e o cinza é um tom mais claro. A paleta nº 3, por fim, tem os valores idênticos de 200, resultando no tom de cinza mais luminoso.

Resumindo o que mostramos até agora, como vemos na ilustração abaixo, na fileira nº 1, uma cor torna-se mais escura quando diminuimos o seu valor de 255 (cor pura) para valores menores. Devemos manter os outros dois valores (no caso, G e B) em 0.

Para tornar uma cor mais clara, como vemos na fileira nº 2, nós devemos manter o valor principal da cor inalterado, variando os outros dois valores de modo idêntico.

Entretanto, para variar a saturação de uma cor, como vemos nas fileiras nº 3 e nº 4, nós devemos variar os três valores RGB. O valor principal da cor deve diminuir enquanto os outros dois valores devem elevar-se, por igual. Quando os três valores estiverem iguais, então teremos um cinza.

Por fim, para obter-se apenas tons de cinza, devemos variar por igual os três valores de RGB, como vemos nas fileiras nº 5 e nº 6.


11 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL PARTE 3

As três dimensões da cor

A cor-pigmento - isto é, a cor que é refletida pelos objetos - é composta de três dimensões complementares: matiz, saturação e brilho. Ou seja, toda cor apresenta estas três dimensões simultaneamente.

Matiz (abaixo) diz respeito ao aspecto cromático em si, isto é, matiz é como denominamos as diferentes longitudes de onda eletromagnéticas, responsáveis pela nossa percepção das cores. Assim, temos o matiz vermelho, o matiz amarelo etc.

Saturação (abaixo) diz respeito à pureza da cor. Quanto mais pura a cor, mais saturada ela será. No caso da comunicação visual, pode-se diminuir a saturação de uma cor pela mistura com o cinza. Quanto mais cinza misturamos em uma cor, menos pura ela será. Abaixo, vemos, à esquerda, um círculo em vermelho puro. Conforme vamos caminhando para a direita, o vermelho vai ficando cada vez menos saturado, até que, no último círculo, temos o cinza.



Já o brilho (ou tonalidade) diz respeito ao índice de intensidade luminosa da cor, isto é, indica quanto mais luz colorida o objeto reflete. Como podemos ver abaixo, nós organizamos sete índices de luminosidade do matiz vermelho. O círculo central é o índice próprio da cor. À esquerda, o vermelho vai ficando mais luminoso e, à direita, mais escuro.



Qualquer alteração em uma das três dimensões da cor, altera as outras duas. Se tornarmos uma cor mais escura, também estaremos alterando sua saturação e, por fim, a própria cor é alterada.

Quando falamos de cor, então, estamos falando de:

COR = MATIZ + TONALIDADE + SATURAÇÃO

As três cores pigmento primárias



Do mesmo modo que a cor-luz tem suas três cores primárias, também a cor-pigmento tem as suas cores primárias. Elas são o vermelho, o azul e o amarelo.



Nenhuma mistura de cores-pigmento pode produzir o vermelho, o amarelo ou o azul, mas, misturando-se estas três cores, em quantidades variadas, pode-se obter, por subtração, quaisquer outras cores-pigmento.

Os métodos de misturas subtrativas das cores-pigmento são similares às das cores-luz. A partir das três cores primárias, pode-se obter as seguintes cores secundárias:

(1) Vermelho + Azul = Roxo
(2) Vermelho + Amarelo = Laranja
(3) Azul + Amarelo = Verde



Vê-se, nas misturas de tintas (não aqui no monitor, claro), que o roxo resultante da mistura é mais escuro que o vermelho; que o laranja é mais escuro que o amarelo, e que o verde é mais escuro do que o amarelo. Comprovando que misturas de cor-pigmento são mais escuras que as cores originais.

Além disso, a mistura subtrativa das três cores-pigmento primárias produzirá um tom de cinza escuro, quase preto, como visto abaixo

Na ilustração abaixo, organizando as cores-pigmento em um círculo das cores, podemos avaliar os pares complementares, os quais são diferentes dos pares complementares das cores-luz. São eles:
Vermelho x Verde
Amarelo x Roxo
Azul x Laranja

 Continua na postagem 4...



9 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL PARTE 2




A soma da cor-luz vermelha mais a cor-luz verde produz a cor-luz amarela. Nesta mistura, falta a cor-luz azul. Por isso diz-se que a cor-luz azul e a cor-luz amarela são cores complementares entre si. Isso significa que a cor secundária complementaria o que "falta" na cor-luz primária. Assim, também, o par cor-luz verde x violeta e o par vermelho x ciano são complementares entre si.

Os três pares de cores-luz complementares seriam assim como é visto no diagrama abaixo./p>

VVermelho (primária) x Ciano (secundária)
Azul (primária) x Amarelo (secundária)
Verde (P) x Violeta (S)




Por outro lado, nós podemos organizar visualmente estes conceitos utilizando-nos de um diagrama chamado de círculo das cores.

TTrata-se de colocar as três cores-luz primárias (identificadas, no diagrama, com a letra P) e as três cores-luz secundárias (letra S) em um diagrama circular como visto abaixo.



Esta ferramenta é arbitrária, claramente, pois a cor-luz vermelha e a cor-luz violeta não se encontram no espectro das cores, como mostramos anteriormente, mas são justapostas, lado a lado, no círculo das cores.

Observando o diagrama acima, vemos que as cores-luz secundárias estão posicionadas entre as duas cores primárias que as constituem. O amarelo, por exemplo, está posicionado entre o vermelho e o verde.

Além disso, vemos que a posição das cores primárias no círculo é diametralmente oposta à posição da sua cor complementar. Esta relação é identificada pelas setas. Novamente, o amarelo, por exemplo, está posicionado diametralmente oposto ao azul.

Por outro lado, como vemos na ilustração abaixo, nós não precisamos limitar nosso círculo de cores a apenas às seis cores iniciais. Podemos, em teoria, aumentar o número de cores indefinidamente no círculo.

No círculo de cores abaixo, por exemplo, nós aumentamos as cores para 12, acrescentando mais 6 cores que poderíamos denominar de terciárias (T), pois elas são a soma de uma cor primária com uma cor secundária.

O conceito de cores complementares também fundamenta uma teoria da fisiologia da visão.

Quando nós observamos uma cor intensa por muito tempo, tal como quando olhamos para uma lâmpada acesa, quando desviamos nosso olhar nós vemos o que é denominado de pós-imagem, isto é, uma imagem similar àquela que havíamos visto antes, só que colorida pela(s) sua(s) cor(es) complementar(es). Assim, se a imagem era de um intenso amarelo, nós veremos uma pós-imagem em cor azul e assim por diante.

O experimento abaixo ilustra esta condição de nossa percepção. Você verá, por alguns segundos, uma imagem em cores vibrantes. Você deverá olhar fixamente para o ponto central desta imagem, sem desviar os olhos. Após alguns segundos, a imagem original será substituída por uma tela em branco.

Caso a teoria da fisiologia da visão esteja certa, você deverá ver uma pós-imagem, similar à imagem inicial, mas colorida com as cores complementares.


As três cores-luz rimárias são muito utilizadas em nosso
cotidianos, especialmente em monitores de computador
e nas televisões.

As imagens que vemos em nossos computadores são produzidas através da combinação de minúsculos pontos coloridos, compostos pelas três cores-luz primárias. Cada ponto composto é denominado de pixel (ver na Wikipedia).

Conforme as minúsculas luzes vermelho-verde-azul do monitor se acendem ou se apagam, obtém-se toda a infinidade de cores que vemos nas imagens. Este padrão cromático de monitores é denominado de padrão RGB, pelas iniciais, em inglês, das três cores-luz primárias: Red (vermelho), Green(verde) e Blue (azul).
Abaixo, vemos a tela de um monitor ampliada, onde se vê os de pixels coloridos.



A cor pigmento



Até agora, temos falado de cor enquanto um fenômeno luminoso, isto é, enquanto uma qualidade visível de determinadas ondas eletromagnéticas.

AAgora passaremos a falar das chamadas cores-pigmento, isto é, falaremos da cor enquanto resultante das qualidades químicas dos objetos que absorvem ou refletem as luzes cromáticas.

As cores que nós percebemos nos objetos são, na verdade, luz refletida./p>

Considerando que a luz solar branca é, como vimos, composta de todas as cores do espectro cromático, cada objeto do mundo tem uma estrutura química peculiar que absorve certas luzes-coloridas enquanto reflete outras.

NNo exemplo abaixo, simplificando, o plano em verde absorve todas as cores-luz do espectro, exceto a cor-luz verde, a qual ele reflete. Por isso, vemos o plano na cor verde. O mesmo ocorre quando o plano é vermelho. Ele absorve todas as faixas do espectro cromátrico, menos a vermelha, a qual ele reflete.

Por outro lado, vermos um objeto branco significa que ele reflete todas as faixas do espectro cromático e não absorve nenhuma. E, ao contrário, um objeto em preto absorve todas as faixas cromáticas e não reflete nenhuma./p>

Isso significa que, qualquer que seja a cor que vemos em um objeto, todos os outros raios luminosos cromáticos foram absorvidos, não refletidos.


Cada material tem um índice de reflexão (ou absorção) da luz que incide sobre si. Um espelho, por exemplo, tem um alto índice de reflexão da luz (ou, em outras palavras, um baixo índice de absorção). Quanto mais claro um objeto, maior é a reflexão de luz que sua matéria realiza.

Isso implica em que a cor pigmento é, na verdade, subtrativa: é o resultado de diversas subtrações que a estrutura química dos objetos provocam na luz branca. Quanto mais escura a cor, mais ela subtrai da luz que incide sobre ela. Quanto mais clara, menos subtrai.

Este fator subtrativo da cor-pigmento tem uma profunda e significativa diferença com relação à cor-luz.

Como vimos, quando eu projeto dois refletores de cores diferentes para um mesmo ponto, eu estou somando as suas cores-luz. Isto significa que o resultado da soma será mais luminoso que as duas luzes que estão sendo somadas.

É exatamente o oposto o que ocorre com a cor-pigmento.

Imagine que eu tenho uma lata de tinta vermelha (visto abaixo, nº 1). É uma cor-pigmento, portanto, todas as outras cores-luz foram subtraídas menos a cor vermelha que está sendo refletida em direção aos meus olhos. Além desta, eu tenho outra lata de tinta na cor verde (nº 2). Da mesma maneira, todas as cores-luz foram subtraídas menos a cor verde.

Se eu misturar as duas tintas das latas, a subtração de cores-luz vai ser ampliada. Vamos subtrair todas as cores-luz da tinta e vermelha e, além disso, subtrair mais todas as cores-luz da tinta verde.

O resultado desta mistura (nº 3, no exemplo acima) vai ser mais escuro do que as duas cores pigmento que foram misturadas, pois foram subtraídas ainda mais cores-luz da mistura. Isto significa que:

misturar cores-luz = o resultado será mais claro
misturar cores-pigmento = o resultado será mais escuro

Quando dizemos "verde", estamos nos referindo a uma determinada luz que atinge nossa retina. Se esta cor é produzida por uma fonte luminosa, ela é mais intensa do que se fosse uma cor refletida por um objeto.

Além disso, é preciso relembrar que este monitor onde você lê estas aulas é desenvolvido para utilizar as cores-luz. Sendo assim, é impossível demonstrar com exatidão, neste monitor, as qualidades da cor-pigmento.

Continua na parte 3...

7 de novembro de 2015

AS CORES NA COMUNICAÇÃO VISUAL

A cor é a mais emotiva das características das superfícies. A cor tranqüiliza, agride, enleva ou entristece.

Cor é luz, tanto a luz vinda de uma fonte luminosa quanto a luz que é refletida pelas superfícies dos objetos.

No primeiro caso, a cor resultante é chamada de cor-luz. No segundo caso, é denominada de cor-pigmento.

O físico Isaac Newton utilizou-se de uma pirâmide de cristal polido para analisar a luz solar. Quando colocou a pirâmide de cristal sob a luz solar, Newton observou que o cristal dispersava a luz, isto é, separava-a em várias luzes coloridas. O cristal decompôs a luz solar e Newton obteve um pequeno arco-íris.

Isto significou que a luz visível solar não é homogênea mas, sim, a soma de diversas luzes coloridas. Quando vemos a luz solar, nós vemos todas estas luzes coloridas somadas, o que resulta na luz branca.
As cores decompostas no arco-íris vão "transitando", de uma a outra, de um modo contínuo, isto é, sem “degraus” ou passagens abruptas. A luz vermelha vai se tornando gradualmente laranja e, esta, vai passando gradualmente para a luz amarela etc., como visto abaixo.


Além disso, esta é apenas uma ínfima parte do espectro eletromagnético do sol. Tanto que, como vemos na ilustração abaixo, um pouco além do comprimento das ondas luminosas vermelhas existem as ondas eletromagnéticas denominadas de infravermelhas e, um pouco aquém do comprimento das ondas violetas, temos as ondas eletromagnéticas ultravioletas.

Tanto as ondas infravermelhas quanto as ultravioletas são invisíveis para nós. Mas, a nossa televisão por exemplo, "enxerga" o infravermelho emitido pelo controle remoto.

Para efeitos de simplificação, convencionou-se destacar apenas sete cores-luz principais como as cores formadoras da luz solar branca mas, evidentemente, esta escolha foi arbitrária. As sete luzes coloridas principais são, em ordem de comprimento de onda: vermelho, laranja, amarelo, verde, ciano, azul e violeta.

Além de separar a luz do sol em suas sete componentes, Newton também descobriu que fazia sentido somar as luzes, isto é, misturá-las.

Como na ilustração abaixo, se somarmos as três cores-luz vermelha, azul e verde, nós obteremos a luz branca. Para somar as luzes, nós projetamos três refletores sobre um mesmo ponto, cada refletor projetando uma cor-luz.

Luz vermelha + luz azul + luz verde = luz BRANCA
Isto levou Newton a propor que estas três cores-luz seriam as mais importantes pois, com apenas as três, poderíamos obter a luz branca original novamente. Estas três cores-luz passaram a ser denominadas de cores-luz primárias.

Além disso, se usássemos apenas dois refletores, um com luz vermelha e outro com luz azul (como visto no nº 1, abaixo), e somássemos as suas luzes, a cor-luz resultante seria a violeta. Por outro lado, como vemos no nº 2, se somássemos uma luz azul com uma luz verde, obteríamos a cor-luz ciano. E, se somássemos uma luz vermelha com uma luz verde obteríamos a cor-luz amarela, como visto no nº 3.

Estas três cores-luz primárias, somadas em partes variáveis, podem produzir todas as outras cores-luz do espectro luminoso. Além disso, nenhuma soma de outras cores-luz produziria a cor-luz vermelha, a verde ou a azul.

Esta é chamada de mistura aditiva de cores, por ser uma soma de luzes coloridas.

Assim, como é visto na ilustração resumida, abaixo:

cor-luz violeta = vermelho + azul (nº 1)
cor-luz ciano = azul + verde (nº 2)
cor-luz amarela = vermelho + verde (nº 3)

>Como as três cores-luz violeta, ciano e amarelo são resultantes das misturas de cores-luz primárias, elas foram denominadas de cores-luz secundárias.

NNa ilustração abaixo, nós vemos estas misturas apresentados em um diagrama circular, com as três cores-luz principais nos círculos maiores, as três cores-luz secundárias nos espaços menores e, por fim, o branco no centro.




Continua na próxima...

31 de julho de 2015

RITMOS CONTROLAM A COMUNICAÇÃO ENTRE REGIÕES DO CÉREBRO

Primeiro estudo em profundidade  mostra como ritmos controlam a comunicação entre regiões do cérebro.

Uma ilustração instantâneo que mostra como o anterior (azul) e posterior (laranja) regiões do córtex frontal de sincronização para se comunicar objetivos cognitivos uns aos outros (crédito: Bradley Voytek)
Como uma banda de jazz, o cérebro humano enquanto improvisa sua seção rítmica mantém um ritmo constante. Mas quando se trata de assumir tarefas intelectualmente desafiadoras, grupos de neurônios em sintonia um com o outro por uma fração de segundo harmonizam-se, em seguida, voltam a improvisar, de acordo com uma nova pesquisa liderada por UC Berkeley .

Estes resultados, noticiou segunda-feira (27 de julho) na revista Nature Neuroscience , poderia abrir o caminho para tratamentos mais direcionados para pessoas com distúrbios cerebrais marcados por ondas rápidas, lentas, ou caóticos cerebrais (oscilações neurais) - tais como a doença, esquizofrenia e de Parkinson autismo, que são caracterizados em parte por ritmos cerebrais pouco frequente.

Mantendo a batida

"O cérebro humano tem 86.000 milhões ou mais neurônios todos tentando falar uns com os outros nesta sopa incrivelmente confusa, barulhenta e eletroquímica", disse o principal autor do estudo, Bradley Voytek . "Nossos resultados ajudam a explicar o mecanismo de como as redes cerebrais vêm rapidamente juntos e se separam, se necessário."

Trabalhando com pacientes com epilepsia cognitivamente saudáveis, Voytek e seus colegas pesquisadores no Instituto de Neurociência Helen Wills da Universidade de Berkeley usado eletrocorticografia (ECoG) - o que coloca eletrodos diretamente sobre a superfície exposta do cérebro- Para medir as oscilações neurais como os pacientes realizaram tarefas cognitivamente desafiantes. Isso mostrou como os ritmos controlam a comunicação entre regiões do cérebro.

Eles descobriram como os exercícios mentais se tornaram mais exigente, as ondas teta em 08/04 Hertz (ciclos por segundo) sincronizadas dentro do lobo frontal do cérebro, permitindo que ele se conecte com cérebro sub-regiões, como o córtex motor.

"Nesses breves momentos de sincronização, numa comunicação rápida  os neurônios entre as regiões cerebrais bloqueiam  estas frequências, e esta medida é fundamental para uma variedade de distúrbios", disse Voytek, um professor assistente de ciência cognitiva na UC San Diego que conduziu a estudar como bolsista de pós-doutorado em neurociência na Universidade de Berkeley.

Existem cinco tipos de freqüências de ondas cerebrais - Gama, Beta, Alfa, Theta e Delta - e cada uma são pensadas ​​para jogar um papel diferente. Por exemplo, ondas Teta ajudam a coordenar os neurônios enquanto nós nos movemos em torno do nosso ambiente e, portanto, são a chave para o processamento de informações espaciais.

Em pessoas com autismo, a conexão entre as ondas alfa e atividade neural foi encontrado para enfraquecer quando eles processam imagens emocionais, de acordo com Voytek. E as pessoas com doença de Parkinson mostram ondas Beta anormalmente fortes no córtex motor, travamento de neurônios na ranhura errada e inibem o movimento. Felizmente, a estimulação cerebral profunda elétrica pode interromper anormalmente fortes ondas beta em Parkinson e aliviar os sintomas,

Para o estudo, pacientes com epilepsia viram formas de complexidade crescente na tela do computador e foram incumbidos de usar os dedos diferentes (índice ou médio) para apertar um botão, dependendo da forma, cor ou textura da forma. O exercício começou com os participantes simplesmente apertando o botão com, digamos, um indicador cada vez que um quadrado piscava na tela. Mas cresceu progressivamente com dificuldade; como as formas se tornaram mais camadas com cores e texturas, e seus dedos tinham de manter-se.

Como as tarefas tornaram-se mais exigentes, as oscilações mantiveram-se, coordenando mais partes do lobo frontal e sincronizando a informação que passava entre essas regiões do cérebro. "Os resultados revelaram uma coordenação delicada no código do cérebro", disse Voytek. "Nossa orquestra neural não precisa de nenhum condutor, apenas ondas cerebrais varrendo para excitar neurônios brevemente, como milhões de fãs em um estádio que fazem 'The Wave'."

Cientistas da Universidade de Brown, o Departamento de Assuntos de Veteranos, UCSF, Johns Hopkins University e da Universidade de Stanford também foram envolvidos na pesquisa.

ATUALIZAÇÃO 29 de julho de 2015: correção liderança do autor para a liberação de imprensa UC Berkeley: "pré-frontal" na ilustração legenda alterado para "frontal" e "se conectar com outras regiões do cérebro" mudado para "conectar com cérebro sub-regiões" (H / T a "betaelements" para essas capturas)

Resumo da dinâmica oscilatória coordenação das redes frontais humanos em apoio de manutenção de meta

Os seres humanos têm uma capacidade de controle hierárquico cognitivo, capacidade de controlar, simultaneamente, ações imediatas, mantendo metas mais abstratas em mente. Neuropsicológica e de neuroimagem, essa evidência sugere que o controle cognitivo hierárquica emerge de uma arquitetura frontal córtex pré-frontal em que coordena a atividade neural no córtex motor quando regras abstratas são necessárias para governar resultados motores. Utilizamos a resolução temporal melhorada do electrocorticografia intracraniana humano para investigar os mecanismos pelos quais redes oscilatórias corticais frontais se comunicam em apoio do controle cognitivo hierárquica. Respondendo de acordo com regras cada vez mais abstratas resultou em maior rede frontal codificação fase theta (4-8 Hz) e aumento da atividade local pré-frontal neuronal população (amplitude de alta gama, 80-150 Hz), que prevê julgamento-a-julgamento tempos de resposta. Codificação de fase theta acoplado com amplitude alta gama durante a codificação de informação inter-regional, sugerindo que a codificação de fase inter-regional é um mecanismo para a instanciação dinâmica das funções cognitivas complexas por sub-corticais frontais.

Referência

30 de julho de 2015

CIENTISTAS CHEGAM MAIS PERTO DA IMORTALIDADE AO DESLIGAR O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DOS VERMES

Cientistas da Northwestern University, nos EUA, descobriram uma maneira de desligar o 'interruptor genético’ de envelhecimento em vermes.

Embora isso não seja, ainda, a chave para a imortalidade, a descoberta pode levar a novas formas de tornar as pessoas mais produtivas e ativas nos últimos anos de vida.

De acordo com o estudo, este interruptor genético é automaticamente virado quando um verme atinge a maturidade reprodutiva. As respostas ao estresse, que originalmente protegem as células, mantendo proteínas vitais funcionais, estão desligadas neste ponto, e o processo de envelhecimento começa a ficar mais intenso. As células mantiveram seu nível anterior de resistência, tornando o verme mais capaz de lidar com o desgaste do envelhecimento.

Há uma grande distância entre os vermes e os seres humanos, mas os dois pesquisadores por trás destas experiências dizem que há ligações biológicas comuns suficientes para sugerir que a mesma técnica poderia ser aplicada a outros animais.

O momento-chave é associado com a reprodução, porque é neste ponto que o futuro da espécie é garantido. Uma vez que a próxima geração nasce, a geração atual pode ‘sair do caminho’. "O estudo nos disse que o envelhecimento não é a continuação de vários eventos, como muitos pensavam", disse Richard Morimoto, autor sênior do estudo."Em um sistema em que podemos realmente fazer os experimentos, descobrimos um interruptor que é muito preciso para o envelhecimento. Nossas descobertas sugerem que deve haver uma maneira de reverter este interruptor genético e proteger as nossas células do envelhecimento, aumentando a sua capacidade de resistir ao estresse".

Muitos contestam os objetivos da pesquisa, mas Morimoto é claro em sua justificativa: "Não seria melhor para a sociedade se as pessoas pudessem ser saudáveis e produtivas por um longo período da vida? Estou muito interessado em manter o sistema com controle de qualidade ideal, agora temos um alvo de estudo".

Johnathan Labbadia, do laboratório de Morimoto, também ajudou nas experiências. Os cientistas trabalharam bloqueando os sinais bioquímicos mais antigos para retardar o declínio das condições posteriores. Estas mudanças não foram imediatamente óbvias nos vermes usados como cobaias, mas são identificáveis ​​em um nível molecular. "Foi fascinante. Tivemos, em certo sentido, um animal super resistente contra todos os tipos de estresse celular e danos de proteína", disse Morimoto.

Eles acreditam que com mais estudos, será possível reproduzir o mesmo tipo de resistência para as células humana. O relatório foi publicado na revista Molecular Cell.

22 de junho de 2015

NICOLA TESLA - PASSING THROUGH ( LEGENDADO)

O texto utilizado para a narração de "Passing Through" faz parte de um discurso que o cientista e inventor sérvio Nikola Tesla fez em 1893 no Instituto Franklin, na Filadélfia. Embora hoje seja menos conhecido do que figuras como Thomas Edison e Albert Einstein, Tesla foi de certa forma o pai de grande parte de nossa tecnologia moderna, uma vez que ele, entre outras coisas, desenvolveu as bases do sistema elétrico em corrente alternada e os princípios da comunicação de rádio sem fio. Na época, ele foi profundamente influenciado pelo físico e filósofo austríaco Ernst Mach, acreditando que o mundo deve ser concebido como um todo, onde tudo está interligado influenciando todas as coisas. E que a energia é uma força que atravessa tudo, seja matéria inorgânica, organismos ou a consciência humana. De acordo com essa linha de pensamento, cada ação tem conseqüências universais, não diferente do que o pai da teoria do caos, Edward Lorenz em 1960, chamou de "efeito borboleta".

27 de março de 2015

EVENTOS ASTRONÔMICOS - 2015

Na última sexta-feira (20/3), tivemos uma coincidência rara de três eventos astronômicos no mesmo dia: um eclipse total do Sol, uma superlua e o equinócio de outono. Todos os anos, os céus promovem casualidades como esta e verdadeiros espetáculos para os entusiastas de astronomia. O mais bacana é que, para observar muitos destes fenômenos, nem sequer é preciso ter um telescópio ou um bom binóculo – em várias ocasiões, eles são democráticos o suficiente para serem vistos a olho nu.

Como sabemos do gosto de nossos leitores pelas maravilhas do universo e, também, que poucas coisas são mais legais do que observar um belo show no céu com aquele alguém especial, resolvemos preparar uma lista dos eventos astronômicos mais promissores até dezembro. Então prepare a agenda e, se quiser saber ainda mais, dê uma olhada no calendário completo do site especializado Sea and Sky. Confira:

ABRIL

4 – Eclipse lunar total e Lua de Sangue. Próximo fenômeno da lista, infelizmente grande parte do Brasil não poderá vê-lo direito, com exceção do Acre e do oeste do Amazonas, como podemos notar neste mapa da NASA. Mesmo assim, a Lua estará muito próxima do horizonte, quase se pondo. Mas não se preocupe: em setembro teremos um eclipse lunar total simplesmente perfeito para todos os brasileiros. Mais detalhes abaixo.

22 e 23 – Chuva de meteoros Lirídeas. Esta é uma chuva moderada, que produz em média 20 meteoros por hora na ocasião de máxima atividade. Causada por resíduos do cometa C/1861 G1 Thatcher, ela ocorre anualmente entre os dias 16 e 25 de abril, e em 2015 o pico acontecerá entre a noite do dia 22 e a manhã do dia 23. O melhor horário para observação será durante a madrugada, quando a Lua em fase crescente já terá sumido no horizonte, deixando os céus mais escuros. Vale olhar para a constelação de Lira, de onde os meteoros vão parecer surgir (radiante), mas eles podem aparecer em qualquer lugar do céu. Assim como em qualquer evento do gênero, é indicado ir a algum lugar longe de grandes cidades – onde os céus são mais estrelados.

MAIO

5 e 6 – Chuva de meteoros Eta Aquarídeas. Esta é uma chuva acima da média, capaz de atingir até 60 meteoros por hora durante o pico, que este ano ocorre entre a noite do dia 5 e a manhã do dia 6 de maio. Seus detritos vêm do famoso cometa Halley, cuja órbita a Terra cruza todos os anos entre 19 de abril e 28 de maio. A boa notícia é que o Hemisfério Sul vai ser privilegiado na observação; a má notícia é que a Lua estará quase cheia, impedindo a visão dos meteoros menos brilhantes. Mas de qualquer forma, depois da meia-noite, as chances são grandes de avistar alguns – basta ter como referencial a constelação de Aquário.
7 – Mercúrio atinge elongação oriental máxima. Neste dia, o planeta terá boas condições de visibilidade, pois estará em seu ponto mais alto no céu do crepúsculo. Mercúrio poderá ser encontrado na direção oeste pouco depois do pôr do sol (telescópio ou binóculos auxiliam na visualização do pequeno astro).

23 – Saturno em oposição. Este é o melhor dia do ano para observar e fotografar a “joia” do Sistema Solar: Saturno atingirá seu ponto mais próximo da Terra e poderemos vê-lo inteiramente iluminado pelo Sol. Ele estará em sua fase mais brilhante e poderá ser visto durante toda a noite, e com um telescópio de médio porte já é possível contemplar os anéis e as luas mais brilhantes.

JUNHO

6 – Vênus atinge máxima elongação oriental. Neste dia, o planeta terá boas condições de visibilidade, pois estará em seu ponto mais alto no céu do crepúsculo. Vênus estará muito brilhante na direção oeste, pouco depois do pôr do sol.

JULHO

1 – Conjunção entre Vênus e Júpiter. Os dois planetas estão entre os objetos mais brilhantes do céu noturno, e neste dia vão estar absurdamente próximos um do outro, a uma distância aparente de meros 0,3º. Para achar o par, é só olhar para o oeste logo após o pôr do sol.

AGOSTO

12 e 13 – Chuva de meteoros Perseidas. Em 2015 esta que é uma das melhores chuvas para se observar promete ainda mais, já que a fina lua crescente não deve atrapalhar sua visibilidade. As partículas deixadas para trás pelo cometa Swift-Tuttle são famosas por produzir, entre 17 de julho e 24 de agosto, uma grande quantidade de meteoros muito brilhantes. O pico de atividades neste ano será entre a noite de 12 e a manhã de 13 de agosto, depois da meia-noite. O radiante das Perseidas fica na constelação de Perseu, mas os meteoros podem aparecer em qualquer lugar do céu.

29 – Superlua. Marcando a primeira das três superluas visíveis de 2015, neste dia nosso satélite natural estará em sua fase cheia, com o disco inteiramente iluminado pelo Sol. A Lua deve parecer um pouco maior e mais brilhante no céu, já que atinge o ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra.

SETEMBRO

28 – Superlua e eclipse lunar total. Segunda do ano, esta superlua será a mais próxima de todas da superfície terrestre. E não é só isso: neste dia, nós brasileiros seremos agraciados com uma vista “de camarote” para um eclipse total da Lua, que não deve se repetir antes de 2019. Todo o território de nosso país poderá observar, por volta das 22h, a Lua começar a escurecer e ganhar uma coloração avermelhada, conhecida como “Lua de Sangue”. Cerca de uma hora depois, o astro estará completamente eclipsado, e só voltará ao normal por volta das 1h30 da madrugada.

OUTUBRO

1 – Cometa C/2013 US10 Catalina. Descoberto há pouco tempo, em 2013, o cometa pode se tornar visível a olho nu nos céus do Hemisfério Sul neste dia. Conforme migra para uma observação somente no Hemisfério Norte, ele pode ganhar ainda mais brilho até o fim do ano.

21 e 22 – Chuva de meteoros Orionídeas. Irmã gêmea das Eta Aquarídeas, também produzida por fragmentos do cometa Halley, as Orionídeas (2 de outubro - 7 de novembro) são um pouco mais modestas: cerca de 20 meteoros são produzidos por hora durante o pico de atividade, que este ano ocorre entre a noite de 21 e a manhã de 22 de outubro. Para observá-la, basta ir a um local com pouca iluminação e ficar de olho na constelação de Órion depois da meia-noite.

27 – Superlua. Esta será a última superlua do ano.

28 – Conjunção entre três planetas (Vênus, Marte e Júpiter). Típico evento que deixa a comunidade de entusiastas de astronomia em polvorosa, o encontro relativamente raro entre os três planetas deve ocorrer pela manhã, pouco antes do nascer do sol, na direção leste. Vênus, Marte e Júpiter formarão um pequeno triângulo de 1º no céu da alvorada.


DEZEMBRO

7 – Conjunção entre Vênus e Lua. A Lua crescente deve se encontrar com o brilhante Vênus na direção leste, pouco antes do amanhecer. Os astros estarão a uma distância aparente de 2º um do outro.

13 e 14 – Chuva de meteoros Geminídeas. Considerada por muitos como a melhor chuva de meteoros de todas, as Geminídeas podem produzir até 120 meteoros multicoloridos por hora. Os resíduos do asteroide 3200 Faetonte cruzam com a Terra todos os anos entre 7 e 17 de dezembro, sendo que em 2015 o pico da chuva será durante a madrugada de 13 para 14 daquele mês. Para observá-la, é preciso estar em uma área com pouca luminosidade e, de preferência, olhar para o radiante, que fica na constelação de Gêmeos. Mas os meteoros podem riscar o céu em qualquer região.

25 – Lua Cheia. Não poderia haver data melhor para a última Lua Cheia do ano: bem no dia de Natal. Aproveite a celebração com uma enorme e brilhante Lua no céu!

Referência
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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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“O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

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Brihadaranyaka Upanishad

Transforme-se em ti mesmo e descubra quem você é.

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DEIXE A TUA LUZ BRILHAR

DEIXE A TUA LUZ BRILHAR
Desperte para a regeneração da alma e do próprio corpo físico, começando por se desintoxicar daquilo que desequilibra a tua saúde física. Depure e purifique teus pensamentos, olhando mais para o Sol da verdade, do que para as nuvens da ignorância. Quem se faz luz não teme a escuridão, nem nevoeiros passageiros. Sabe que tudo que não for essencialmente divino, passa e se transmuta. Sendo assim, transmute-se!