27 de dezembro de 2013

O SONHO E O CÉREBRO

Quando dormimos, passamos por 5 estágios de sono. O primeiro é um sono bem leve do qual é fácil acordar. O segundo estágio vai para um sono um pouco mais profundo e os estágios 3 e 4 representam nosso sono mais profundo. Nossa atividade cerebral durante esses estágios é gradualmente reduzida até o sono profundo, em que não experimentamos nada além de ondas cerebrais delta, as ondas de menor freqüência (veja "Ondas Cerebrais"). Aproximadamente 90 minutos depois de irmos dormir e depois do quarto estágio de sono, começamos o sono REM.
ilustração dos 5 estágios do sono


O movimento rápido dos olhos (REM) foi descoberto em 1953 por pesquisadores da Universidade de Chicago Eugene Aserinsky: um estudante de fisiologia e Nathaniel Kleitman, Ph.D., professor de fisiologia. O sono REM é caracterizado pelos movimentos dos olhos e é o quinto estágio do sono.
Ondas cerebrais
Nosso cérebro circula através dos quatro tipo de ondas cerebrais, referidas como delta, teta, alfa e beta. Cada tipo de onda cerebral representa uma velocidade diferente de oscilação de voltagens elétricas no cérebro. Delta é o mais lento (de 0 a 4 ciclos por segundo) e está presente no sono profundo.Teta (de 4 a 7 ciclos por segundo) está presente no estágio 1, quando estamos com sono leve. Ondas alfa, operando de 8 a 13 ciclos por segundo, ocorre durante o sono REM (assim como quando estamos acordados). E as ondas beta, que representam os ciclos mais rápidos de 13 a 40 por segundo, são somente vistas em situações de muito estresse ou situações que exigem muita concentração mental e foco. Essas quatro ondas cerebrais são registradas peloeletroencefalograma (EEG). 


Durante o sono REM, várias mudanças fisiológicas ocorrem. A freqüência dosbatimentos cardíacos e a respiraçãoaceleram, a pressão arterial aumenta. Não podemos regular a temperatura do corpo; nossa atividade cerebral aumenta ao mesmo nível (alfa) em quando estamos acordados, ou num nível ainda mais alto. O resto do corpo, entretanto, está essencialmenteparalisado durante o sono REM. Esta paralisia é causada pela liberação de glicina, um aminoácido, do tronco cerebral nos motoneurônios (os neurônios que transmitem os impulsos do cérebro ou da medula espinhal). O sono REM é o estágio em que a maior parte do sonho acontece, então, esta paralisia poderia ser o modo da natureza ter certeza de que não começaríamos a agir como em nossos sonhos. Por outro lado, se você está dormindo perto de alguém que está sonhando chutando uma bola, você pode levar um chute várias vezes enquanto você dorme.

Os 4 estágios exceto o sono REM são chamados de sono não-REM (NREM). Embora a maioria dos sonhos aconteça durante o sono REM, pesquisas mais recentes mostram que os sonhos podem ocorrer durante qualquer estágio do sono. Tore A. Nielsen, Ph.D. do Laboratório do sonho e pesadelo (em inglês) em Montreal, se refere a isto como ",sono REM oculto" que aparece durante o sono NREM. Entretanto, a maioria dos sonhos NREM não tem a intensidade dos sonhos REM.
Durante a noite, passamos pelos 5 estágios várias vezes. Porém, cada ciclo subseqüente inclui mais sono REM e menos sono profundo (estágio 3 e 4). Pela manhã, temos quase todos os estágios de sono REM 1, 2 e 3.

Para mais detalhes sobre sono e ciclos do sono, veja Como funciona o sono

Sono REM
um soldado do exército norte-americano dormindo
Foto cedida DVI
Um soldado do exército norte-americano dorme em uma prisão em Samara, Iraque
O que acontece se você não consegue ter o sono REM? No princípio, os pesquisadores pensavam que se não houvesse o sono REM significava não sonhar. Teorizavam que os sonhos eram um tipo de válvula de escape que ajudava seu cérebro a liberar a energia que você não conseguiu liberar durante o dia. William Dement, MD, agora na Universidade de Medicina de Stanford, realizou um estudo em 1960 em que todas as pessoas envolvidas na experiência eram acordadas toda vez que entravam no sono REM. Suas descobertas incluíram distúrbios psicológicos moderados, como ansiedade, irritação e dificuldade de concentração. Ele também notou um aumento no apetite. Enquanto alguns estudos apoiavam essas idéias, outros não aceitavam.

Os estudos adicionais tentaram fazer uma conexão entre a dificuldade de lembrar das coisas e a falta de sono REM, mas estes estudos também vieram por terra com mais pesquisas. Um deslize incontestável da teoria da perda de memória foi um homem que teve um dano cerebral que o levou a não ter o sono REM. Ele concluiu a faculdade de direito e não teve problemas em sua vida diária.

As últimas idéias sobre o sono REM são associadas à aprendizagem. Os pesquisadores estão tentando determinar os efeitos que o sono REM e a sua falta têm sobre a aprendizagem de certos tipos de habilidades, em geral físicas em vez de memorização. Essa conexão parece forte em alguns aspectos devido ao fato de que bebês e crianças entre 1 e 3 anos já tiveram muito mais sono REM que adultos.
Fatos sobre o sonho
  • A maioria dos sonhos duram de 5 a 20 minutos.
  • As pessoas não sonham somente em preto e branco como se pensava.
  • Embora talvez não se lembrem, todos sonham várias vezes por noite. De fato, durante uma vida normal, passamos aproximadamente seis anos sonhando.
  • As pessoas que são cegas de nascença têm sonhos que são formados por seus outros sentidos ( tato,  olfato etc.).
  • Quando as pessoas estão roncando, elas não estão sonhando.
  • Os elefantes (e alguns outros animais) dormem em pé durante o sono NREM, mas se deitam para o sono REM.

Referência

23 de dezembro de 2013

VIVA OS MOMENTOS



"A única maior lição que o jardim ensina é que a nossa relação com o planeta não precisa ser zero-soma, e que, enquanto o sol ainda brilha e as pessoas ainda podem planejar e plantar, pensar e fazer, podemos, se nos preocupamos em tentar, encontrar maneiras de fornecer para nós mesmos, sem diminuir o mundo".
― Michael Pollan

17 de dezembro de 2013

A CIÊNCIA BUSCA ENTENDER COMO O CORPO REAGE A UMA AMEAÇA

Desvendar como o cérebro percebe o perigo é chave para entender doenças como a síndrome do pânico.

Nas trilhas do medo, ciência busca entender como o corpo reage a ameaças Leonardo Azevedo/Arte ZH
De uma coisa não restam dúvidas: o medo é essencial para a preservação das espéciesFoto: Leonardo Azevedo / Arte ZH
Paloma Oliveto

Pode ser o barulho seco de um galho quebrando ou um vulto que passa sorrateiro. Os sentidos se aguçam, as pupilas se dilatam, os pelos eriçam, o coração dispara. Orquestrado pela mente, o corpo todo reage. Por cada poro, brota o medo, uma das mais primitivas emoções do homem.

Entender o que se passa no cérebro antes mesmo que a razão perceba o perigo é um dos desafios da ciência. Mas ainda há muito o que se descobrir, principalmente porque aí pode estar a chave para o tratamento de condições desafiadoras, como a síndrome do pânico e o transtorno da ansiedade generalizada.

De uma coisa não restam dúvidas: o medo é essencial para a preservação das espécies. Temer o perigo é condição básica para driblar os predadores e escapar de situações potencialmente arriscadas. Testes com animais revelam um padrão diante de ameaças. “Fuja ou lute”, parece dizer o cérebro. O que vai definir a escolha é um duplo processo iniciado pelo tálamo, a região que capta os estímulos externos e os passa adiante. O corpo é extremamente sensível à possibilidade de ameaças. Múltiplos caminhos levam a informação do medo até o cérebro.

Pavor rotineiro

Há indivíduos que sentem medo o tempo todo. Alguns cientistas acreditam que a síndrome do pânico e o transtorno de ansiedade generalizada podem estar relacionados com a ativação do sistema “fuja ou lute” diante de acontecimentos estressantes do dia-a-dia. O tálamo identificaria no estresse uma ameaça e, como no caminho rápido, enviaria essa informação à amígdala. A região do cérebro que decodifica emoções interpretaria a situação “ameaçadora” sem dar tempo para o córtex sensorial avaliar racionalmente o estímulo.

O neuropsicólogo Justin Feinstein, da Universidade de Iowa (EUA), acredita, porém, que os distúrbios do medo passam longe da amígdala, o que evidenciaria a participação de outras regiões do cérebro na formação do pânico. Ele chegou a essa conclusão ao estudar o curioso caso de S.M, uma artista plástica de 47 anos que sofre da doença de Urbach-Wiethe, caracterizada pela ausência de temor.

Na adolescência, as amígdalas de S.M. foram destruídas e, com elas, qualquer resquício de medo. A paciente revelou que andar de montanha-russa, por exemplo, é divertido e engraçado, mas que não consegue sentir nem um friozinho na barriga.

Contudo, a equipe de Feinstein fez a mulher provar uma sensação que há décadas desconhecia: os médicos deram uma dose de CO² para ela inalar. O gás causa sensação de falta de ar e induz pessoas normais ao estado de terror. Pouco depois do início do teste, S.M. gritou por ajuda. A artista descreveu aos médicos um estado mental terrível, completamente novo – pânico.


– Seus batimentos cardíacos aceleraram, ela estava completamente estressada, temendo por sua vida – afirma Feinstein.

De acordo com o psicólogo, enquanto informações do mundo externo são filtradas pelas amígdalas antes de o medo ser produzido fisiologicamente, os sinais de pavor originados dentro do indivíduo seguem por uma rota diferente.

– É uma descoberta que pode ser fundamental para explicar por que as pessoas têm ataques de pânico – avalia.

3 de dezembro de 2013

UM MATERIAL QUE PODE REGENERAR-SE QUANDO DANIFICADO

           Modelo de um material de auto-reparação usando nanobastões (Crédito: University of Pittsburgh)
E se você pudesse programar um objeto quebrado ou danificado a regenerar-se - a reposição dos componentes danificados ou ausentes, e estendendo sua vida útil - em vez de substituí-lo ou exigir reparações dispendiosas?Agora na  Universidade de Pittsburgh  pesquisadores desenvolveram modelos computacionais de um novo gel polímero que pode fazer exatamente isso.

"Esse é um dos objetivos primordiais da ciência de materiais", observou Anna C. Balazs, PhD, distinto da Escola Robert Swanson vd Luft Professor de química e engenharia de petróleo e um dos autores de um Nano Letterspapel. "Outros desenvolveram materiais que podem consertar pequenos defeitos, [mas] não há nenhuma pesquisa publicados sobre sistemas que podem regenerar partes em massa de um material decepada. Isso tem um tremendo impacto sobre a sustentabilidade, porque você poderia estender a vida útil de um material, dando-lhe a capacidade de regenerar quando danificado. "

A equipe de pesquisa foi inspirada por processos biológicos em espécies, como anfíbios, que pode regenerar membros decepados.

Uma cascata dinâmico biomimético


"Quando olhamos para os processos biológicos subjacentes a regeneração dos tecidos em anfíbios, foram considerados como poderíamos replicar essa cascata dinâmica dentro de um material sintético", disse Balazs.

"Precisávamos desenvolver um sistema que primeiro iria sentir a remoção de material e iniciar a rebrota, então propagar que o crescimento até que o material atingiu o tamanho desejado e, em seguida, a auto-extinguir o processo."

"Nosso maior desafio foi lidar com a questão do transporte dentro de um material sintético", disse Balazs. "Os organismos biológicos possuem sistemas circulatórios para conseguir transporte de massa de materiais como as células do sangue, nutrientes e material genético.

Os materiais sintéticos não possuem inerentemente um sistema desse tipo, por isso precisava de algo que agiu como um sensor para iniciar e controlar o processo. "

Material híbrido: nanorods + gel

A equipe desenvolveu um material híbrido de nanobastões cerca de dez nanômetros de espessura incorporado em um gel polímero, que é cercada por uma solução contendo monômeros (uma molécula que pode combinar com outros para formar um polímero) e agentes de ligação cruzada (moléculas que apontam um polímero cadeia para o outro) para replicar a cascata dinâmico.

Quando parte do gel é cortado, os nanobastões perto do corte agem como sensores e migrar para a nova interface. As cadeias funcionalizados ou "saias" sobre uma extremidade destes nanorods mantém localizada na interface, e os locais (ou "iniciadores") ao longo da superfície da haste de desencadear uma reacção de polimerização com o monómero e agentes de reticulação na solução externa.

A ideia é controlar o processo para que o novo gel se comporta e aparece como o gel-lo substituído, e para terminar a reação para que o material não iria crescer fora de controle, guiado por três conjuntos críticos de instruções - iniciação, propagação e terminação - que Balazs descrito como uma "bela cascata dinâmico" de eventos biológicos.

Sequoia modelo pau-brasil-árvore

No futuro, os pesquisadores planejam melhorar o processo e fortalecer os laços entre os antigos e os recém-formados géis, e por isso eles foram inspirados por outra metáfora da natureza, a árvore sequóia gigante.

"Uma árvore sequóia terá um sistema radicular superficial, mas quando eles crescem em números, o sistema radicular se entrelaçam para dar apoio e contribuir para o seu enorme crescimento", explicou Balazs. Da mesma forma, as saias de nanorods pode proporcionar resistência adicional ao material regenerado.

A próxima geração de pesquisa seria otimizar ainda mais o processo de crescer múltiplas camadas, criando materiais mais complexos, com múltiplas funções.

Outros investigadores principais e co-autores são Xin Yong, PhD, pós-doutorado associado, que é o principal autor do artigo, Olga Kuksenok, PhD, professor associado de pesquisa, e Krzysztof Matyjaszewski, PhD, JC Warner Professor da Universidade de Ciências Naturais, Departamento de Química da Universidade Carnegie Mellon.

Resumo da Nano Letters papel

Com abordagens computacionais recentemente desenvolvidos, concebemos um nanocompósito que permite a auto-regeneração da matriz de gel, quando uma porção significativa do material é cortado. O corte instiga a cascata dinâmica de eventos cooperativos que conduzem à rebrota. Especificamente, nanobastões funcionalizados localizar na nova interface e iniciar a transferência de átomo de polimerização radical com monômeros e agentes de ligação cruzada na solução externa. A reacção propaga para formar um novo gel de ligação cruzada, o qual pode ser sintonizado para assemelhar-se o material não cortado.

Referência
[+]
a) A configuração inicial de uma rede de gel funcional. (B) vista de cima para baixo do estado de equilíbrio de um gel inchado em um solvente a uma temperatura de 293,15 K. As contas verdes representam as fibras de polímero, as contas vermelhas são agentes de ligação cruzada, e as contas azuis estão pendurados termina com um baixa conectividade. (Crédito:. Xin Yong et al /Nano Letters )

30 de novembro de 2013

BACTÉRIAS INCORPORAM PEDAÇOS DE DNA EM SEU PRÓPRIO GENOMA

O que fragmentos de DNA --- alguns milhares de anos --- a partir de resíduos biológicos e de águas residuais têm bactérias hospitalares incorporado?
19 nov 2013
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Ilustração de bactérias que ocupam os fragmentos de DNA de seus arredores. Alguns dos fragmentos de DNA captadas atribuem ao próprio DNA das bactérias e são incorporados. (Crédito: Katrine harving Holm).

Da perspectiva de um bactérias, o meio ambiente é um grande pátio de resíduos de DNA. Agora, pesquisadores da Dinamarca e Noruega mostraram que as bactérias podem assumir pequenas, bem como grandes pedaços de DNA antigo dessa sucata e incluí-lo em seu próprio genoma.

Esta descoberta pode ter grandes consequências, tanto em conexão com a resistência aos antibióticos nos hospitais e na nossa percepção da evolução da própria vida.

Nosso ambiente contêm grandes quantidades de DNA fortemente fragmentada e danificado, o que está sendo degradada. Algumas delas podem ser milhares de anos.

Experimentos de laboratório com os micróbios e vários tipos de DNA mostraram que as bactérias ocupam DNA muito curto e danificado a partir do ambiente e passivamente integrá-lo em seu próprio genoma.

Além disso, este mecanismo também foi mostrado para trabalhar com a captação de DNA de mamute 43,000 anos de idade um moderno das bactérias.

Os resultados foram publicados apenas no Proceedings of the National Academy of Sciences (acesso aberto).

Evolução em segunda mão


Diagrama do antigo experimento DNA. DNA de mamute foi usado como DNA do doador para a transformação natural do hisC :: tensão 'ND5i' (crédito:. Søren Overballe-Petersen et al / PNAS )

A descoberta deste uso de segunda mão de DNA antigo ou fragmentado pode ter grandes consequências futuras.Postdoc Søren Overballe-Petersen do Centro de GeoGenetics no Museu de História Natural da Dinamarca, primeiro autor do artigo, diz que é bem conhecido que as bactérias podem levar até pedaços longo intactos de DNA. "Mas até agora a suposição foi de que fragmentos de DNA curtas eram biologicamente inativo. Agora mostramos que essa suposição era errada. Contanto que você tem apenas uma pequena quantidade de DNA que sobraram existe a possibilidade de que as bactérias podem voltar a usar o DNA ".

"Uma conseqüência disto é nos hospitais que têm problemas persistentes com a resistência aos antibióticos", dizKaare M. Nielsen , da Universidade de Tromsø, na Noruega. "Em alguns casos, eles vão ter que começar a estudar a forma de eliminar restos de DNA. Até agora, o foco tem sido em matar bactérias que vivem patógeno, mas isso já não é suficiente nos casos em que outras bactérias depois pode usar os fragmentos de DNA que contêm a resistência aos antibióticos.

"Os resultados do grupo de pesquisa revelam que o grande reservatório de fragmentos de DNA danificado e nos arredores preservar o potencial de mudar os genomas das bactérias mesmo depois de milhares de anos. Esta é a primeira vez que um processo tenha sido descrito o que permite que as células adquirem sequências genéticas de um passado muito longe. Chamamos esse fenômeno de "anacrônica Evolution" ou "Evolução em segunda mão."

"DNA de organismos mortos impulsiona a evolução das células vivas, em contradição com a crença comum de que impulsiona a evolução da própria vida", disse o professor Eske Willerslev do Centro de GeoGenetics no Museu de História Natural da Dinamarca , líder do projeto.

Como danificado DNA cria novas seqüências

"Além disso, o DNA antigo não se limita a apenas retornando micróbios aos estados anteriores. Danificados DNA [20 ou mais pares de bases] também pode criar novas combinações de seqüências já funcionais. Você pode compará-lo a um grupo de bactérias que picar em torno de uma pilha de lixo em busca de fragmentos que podem usar. Ocasionalmente, eles acertar alguns 'ouro em segunda mão ", o que eles podem usar imediatamente.

"Em outros momentos, eles correm o risco de cortar a si mesmos. Ele vai nos dois sentidos. Esta descoberta tem uma série de consequências em parte porque há um risco potencial para as pessoas quando as bactérias patogênicas ou bactérias multi-resistentes trocar pequenos fragmentos de DNA "perigoso", por exemplo, em hospitais, em resíduos biológicos e em águas residuais.

"No grande perspectiva absorção de DNA curto da bactéria representa um processo evolutivo fundamental que só precisa de uma célula crescer consumir pedaços de DNA. Um processo que, possivelmente, é uma espécie de tipo original de gene de transferência ou de compartilhamento de DNA entre as bactérias. Os resultados mostram como a evolução genética pode acontecer em empurrões em pequenas unidades. O significado disso é ótimo para nossa compreensão de como microorganismos trocaram genes através da história de vida. Os novos resultados também suportam as teorias sobre o gene de transferência como um fator decisivo na evolução inicial da vida. "

"Esta é uma das perspectivas mais emocionantes de nossa descoberta", diz Overballe-Petersen. "As simulações de computador mostraram que mesmo início bactérias na Terra teve a capacidade de compartilhar DNA - mas era difícil ver como isso poderia acontecer. Agora vamos sugerir como as primeiras bactérias trocados DNA. Não é nem mesmo um mecanismo desenvolvido para este fim específico, mas sim como um processo comum, que é uma conseqüência do viver e morrer ".

Resumo  da Academia Nacional de Ciências

As moléculas de NA são continuamente liberadas através da decomposição de matéria orgânica e são onipresentes na maioria dos ambientes. Esse DNA torna-se fragmentada e danificada (geralmente< 100 pb) e podem persistir no ambiente por mais de meio milhão de anos DNA fragmentado é reconhecido como fonte de nutrientes para os micróbios, mas não como substrato potencial para a evolução bacteriana.
 Aqui, mostramos que as moléculas de DNA fragmentado (≥ 20 pb) que, adicionakmente podem conter locais abásicos, ligações cruzadas, ou lesões codificação errada são adquiridos pela bactéria Acinetobacter baylyi ambiental através da transformação natural. Com a absorção de DNA a partir de um 43000-y-velho osso de mamute, demonstramos ainda que tais eventos de transformação naturais incluem moléculas de DNA antigo. Nós achamos que a recombinação de DNA é RECA recombinase independente e está diretamente ligada à replicação do DNA. Mostramos que as variações de nucleotídeos adjacentes gerados pela absorção de fragmentos de DNA curtas escapam da reparação de incompatibilidade. Além disso, os polimorfismos de nucleotídeo dupla aparecem mais entre os genomas de bactérias do que transformável nontransformable.  Nossos resultados revelam que a curto e danificados, inclusive, as moléculas de DNA verdadeiramente antigos, que estão presentes em grande quantidade no meio ambiente, pode ser adquirido por bactérias através da transformação natural. Nossos resultados abrem a possibilidade de que a troca genética natural pode ocorrer com DNA até várias centenas de milhares de anos de idade.

Referência

25 de novembro de 2013

FILOSOFIA DA LINGUAGEM E A LEITURA MENTAL

Publicado em 8 de setembro de 2013 por Mr. Monk

“Pensemos em um estudante medíocre de filosofia que pede uma carta de recomendação a seu professor. Este, sem querer elogiá-lo, mas ao mesmo tempo sem querer omitir a verdade, escreve uma carta recomendando o aluno por sua excelente caligrafia. O leitor da carta certamente se surpreenderá pelo elogio de uma qualidade não relacionada diretamente à área do estudante e em grande parte irrelevante. O elogio a algo sem importância causa a implicatura de que não há nenhuma outra qualidade a ser destacada e que, por conseguinte, não se trata de um estudante de filosofia recomendável.”

O trecho acima foi retirado do livro A Pragmática na Filosofia Contemporânea, de Danilo Marcondes, pg. 31, como um resumo do pensamento do filósofo Henry Paul Grice. Trata-se de um pensamento dentro de uma área da filosofia da linguagem chamada de pragmática, que dentre outras coisas, e para simplificar, tenta levar em consideração as intenções de quem faz o discurso ao interpretar seu significado.

O leitor que é mais esperto com certeza se perguntará: “mas o que isso tem a ver com leitura de mentes?”
É notável quando se participa de debates pela internet a existência de pessoas gostam de acusar seus adversários de usar uma suposta falácia chamada Leitura Mental. Mas oras, essa falácia não existe. Se por um lado, falhamos em descobrir quais as reais intenções do interlocutor, a falácia da qual seremos acusados de lançar mão dependerá da nossa intencionalidade, ou seja, nada que esteja relacionado com leitura de mentes. Mas se por outro lado o problema é o mero ato de tentar dizer o que o interlocutor tem em mente, então não podemos dizer, por exemplo, que o professor do caso citado a acima desejava na verdade não recomendar o aluno.
Voltemos para um outro exemplo acadêmico. Um aluno de mestrado que defende sua dissertação perante uma banca de professores deverá passar necessariamente por uma sabatina. Se durante os questionamentos os professores ficarem pegando no pé do português mediano de um mestrando em engenharia, que mensagem podemos extrair?

Se Leitura Mental é falácia, então não poderemos concluir que os professores adoraram o trabalho e estão insistindo em erros até certo ponto aceitáveis de português como forma de elogiar o aluno de maneira implícita. Mas é claro que podemos concluir isso!

As intenções de um autor são parte do discurso e podem sempre ser, se não deduzidas por completo, pelo menos especuladas de maneira razoável. E isso é algo muito importante quando queremos entender o que está sendo dito. Também é importante quando vamos avaliar a relevância das conclusões em nossas vidas e na sociedade. Portanto, não tem como afirmar que esta prática seja falaciosa. A única atitude que não podemos tomar é declarar as conclusões como verdadeiras ou falsas usando como base as intenções do autor, isso sim seria falacioso, só que não pode ser chamado de Leitura Mental.

Então deixo o convite: vamos aposentar a “falácia” Leitura Mental?

Fonte

20 de novembro de 2013

MERCÚRIO AO AMANHECER

Não é sempre que astrônomos começam a festa de seus olhos sobre Mercúrio. Mas, durante as próximas duas semanas, você terá uma excelente oportunidade para ver Mercúrio no início da manhã.


Saiba como identificar Mercury aqui: http://oak.ctx.ly/r/hw0w

12 de novembro de 2013

OCITOCINA, A MOLÉCULA DO AMOR

Ótima palestra sobre como os hormônios agem nas nossas escolhas.
Saber como nos sentimos a partir de uma emoção e poder transformar um estado emocional em outro a partir da aprendizagem interior e exterior.


8 de novembro de 2013

OS RAIOS DE LUZ DA CONSCIÊNCIA

As unidades divinas, que somos cada um de nós, poderiam ser caracterizadas de várias formas. Nós existimos neste universo, nesta criação, como filhos da mesma Fonte. Somos uma unidade de Luz, que pode ser uma luz de um brilho muito forte ou
então de pouca luminosidade. Todos nós temos dentro de nós uma luz, que significa a expressão do ser, do existir.
Todas as essências ou unidades divinas, emanam de si raios de luz em direções específicas. Estes raios de luz emanam da consciência individual, e são o resultado das criações mentais projetados por todos os seres. Se alguém, por exemplo, deseja
fazer de tudo para ajudar uma outra pessoa, ela emanará um determinado raio de luz de sua essência que significa, teoricamente, o desejo de ajudar determinada pessoa.
Este raio poderá ainda expandir-se em outros raios, sendo que o raio original será sempre o responsável pelos raios subsequentes. De cada raio subsequente, poderão emanar ainda outros raios, e estes poderão emanar mais raios, e assim sucessivamente e infinitamente. Assim é o

Ser Humano. Todo Ser Humano é um Deus e este poderá criar e idealizar pensamentos 
conforme a sua vontade, pois cada ser possui o seu livre-arbítrio.
Continuando esta pequena explicação teórica, podemos citar um exemplo contrário ao
anterior. Suponhamos que uma pessoa pretenda prejudicar alguém. Neste caso, todo
o processo será revertido contra esta própria pessoa. Analisemos: esta pessoa
pensará em inúmeras formas de prejudicar seu "inimigo", assim, criará projeções de
raios ou energias negativas direcionadas ao inimigo, mas que na verdade voltarão
contra o seu próprio Ser Interior. Estes raios ou projeções de energias em momento
algum afetam a "vítima", no entanto, se ela assim permitir ou estiver suscetível a estas
energias, isto ocorrerá. Cada pessoa atrai para si somente as energias com as quais
guarda afinidade. No caso da pessoa que deseja fazer o mal, ela criará inúmeras
formas de atingir seu alvo, projetando raios e energias que se subdividem em níveis
cada vez mais profundos e mais específicos, da mesma forma como ocorre a
emanação da luz, só que desta vez num sentido contrário e sintonizado às trevas. O
resultado desta ação maligna não é sentido imediatamente pelo projetor da energia,
mas à medida em que a ação está sendo posta em prática, a alma desta pessoa já
está sofrendo e agonizando em seu subconsciente, portanto de forma inconsciente. O
resultado de sua ação não demorará muito a se manifestar no plano físico, através de
ações concretas voltadas para a própria destruição do projetor de energias negativas.
O projetor de energias negativas, formará em sua aura uma espécie de "antena"
emissora e receptora de baixas frequências, e atrairá para si, inevitavelmente, tudo
aquilo que ele desejou aos seus "inimigos". Assim é a natureza. Assim são as Leis de
Deus. Assim é o Universo.
O objetivo de se explicar o que são os raios de luz, é tentar explicar de uma forma
teórica e mais simples como funciona a nossa consciência humana.
De acordo com as explicações dadas até agora, o que podemos concluir? Vejamos.
 A consciência é uma Unidade Divina que, em se manifestando em um corpo físico
limitado, transmuta as energias provenientes da criação de uma maneira
específica. O filtro receptor da energia vital encarrega-se de dar características
comportamentais específicas a cada Ser Humano.
 Tudo aquilo que uma consciência deseja, é uma forma de se transmutar a energia
vital recebida do planeta e do universo, enfim, de nosso Pai Criador. As energias
provenientes da criação, são recebidas por cada Unidade Divina em estado de
total pureza, perfeição e Amor. Os homens podem captar este amor de uma forma
mais intensa, ou menos intensa, de acordo com suas maiores ou menores
limitações e sensibilidades. Se uma pessoa deseja o mal, ela transmuta a energia
de pureza, perfeição e Amor; em ódio, imperfeição e impurezas. Todo homem é
manipulador das energias da Criação, cabe a ele fazer isto da maneira mais
responsável possível, e de preferência, direcionar esta energia sempre para o
bem.
 O homem é responsável por tudo aquilo que pensa, sente e faz. Estes três verbos
caracterizam o existir. Tudo aquilo que se pensa, sente e faz positivamente, produz
raios e energias benéficas ao planeta, e estas são emanadas e sintonizadas por
outras pessoas e consciências de grande Amor, existentes nos planos mais sutis.
 Toda projeção de raios e energias positivas são capazes de modificar o planeta
para melhor. Para que isto seja possível, devemos buscar a interiorização e o
encontro de nosso próprio Eu Superior, ou seja, o nosso próprio existir em uma
amplitude superior de consciência. Nós existimos e nós somos, em um estado
espiritual superior, desenvolvido através de nossos próprios esforços.

Referência: O EU SUPERIOR - NOSSO VERDADEIRO MESTRE

5 de novembro de 2013

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

O Desafio de Aristóteles

Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.

ARISTÓTELES,
Ética a Nicômaco

Era uma tarde de agosto insuportavelmente sufocante, na cidade de Nova Iorque, um daqueles dias calorentos, que deixam as pessoas mal-humoradas e desconfortáveis.
Eu voltava para um hotel, e, ao entrar num ônibus na avenida Madison, fiquei surpreso com o motorista, um negro de meia-idade e largo sorriso, que me acolheu com um amistoso "Oi! Como vai?" saudação feita a todos os outros que entraram no ônibus, enquanto serpeávamos pelo denso tráfico do centro da cidade. Cada
passageiro se surpreendia tanto quanto eu, mas, presos ao péssimo clima do dia, poucos Ihe retribuíam o cumprimento. À medida que o ônibus se arrastava pelo quadriculado traçado da cidade, porém, foi-se dando uma lenta, ou melhor, uma mágica transformação. O motorista monologava continuamente para nós um animado comentário sobre o cenário que passava à nossa volta: havia uma liquidação sensacional naquela loja, uma exposição maravilhosa naquele museu, já souberam do novo filme que acabou de estrear naquele cinema logo mais adiante na quadra? O prazer dele com a riqueza de possibilidades
que a cidade oferecia era contagiante. Quando as pessoas desciam do ônibus, já se haviam livrado da concha de mau humor com que tinham entrado, e, quando o motorista Ihes dirigia um sonoro "Até logo, tenha um ótimo dia!", todas Ihe davam uma resposta sorridente. A lembrança desse encontro me acompanha há quase vinte anos. Quando viajei naquele ônibus da avenida Madison, acabara de concluir meu doutorado em psicologia mas pouca atenção se dedicava na psicologia da época a exatamente como podia se dar uma tal transforrnação A ciência psicológica pouco ou nada conhecia dos mecanismos da emocão E, no entanto, ao imaginar a propagação do vírus de bem-estar que deve ter-se alastrado pela cidade começando pelos passageiros de seu ônibus, vi que aquele motorista era uma espécie de pacificador urbano, uma espécie de feiticeiro, em seu poder de transmutar a soturna irritabilidade que fervilhava nos passageiros, amolecer e abrir um pouco seus corações. Em gritante contraste, algumas matérias de jornal daquela semana:Numa escola local, um garoto de nove anos causa uma devastação derramando tinta nas carteiras,computadores e impressoras, e vandalizando um carro no estacionamento da escola. Motivo: alguns colegas da terceira série o haviam chamado de "boneca", e ele quis impressioná-los
.
Oito jovens saem feridos porque um encontrão involuntário, numa multidão de adolescentes diante de um clube de rap em Manhattan, leva a uma troca de empurrões que só terminam quando um dos garotos ofendidos passa a disparar uma pistola automática calibre 38 contra a multidão. A notícia observa que esses tiroteios por ofensas aparentemente menores, vistas como atos de desrespeito, se tornaram cada vez mais comuns em todo o país nos últimos anos. Das vítimas de assassinato com menos de doze anos, diz uma notícia, 57 por cento dos assassinos são os próprios pais ou padrastos. Em quase metade dos casos, os pais dizem que estavam "apenas tentando disciplinar o filho". As surras fatais foram provocadas por "infrações" como a criança ficar na frente da TV, chorar ou sujar toalhas. Um jovem alemão é julgado pelo assassinato de cinco mulheres e meninas turcas, num incêndio que ateou quando elas dormiam Membro de um grupo neonazista, ele diz que não consegue manter os
empregos, que bebe e culpa os estrangeiros por sua má sorte. Numa voz mal aldível, implora: "Não paro de lamentar o que fizemos, e me sinto infinitamente enveronhado.”
As notícias de todo dia nos chegam pejadas de informações sobre a desintegração da civilidade e da segurança, uma onda de impulso mesquinho que corre desenfreada. Mas as notícias apenas nosrefletem de volta, em maior escala, um arrepiante senso de emoções descontroladas em nossas vidas e nas das pessoas que nos cercam. Ninguém está protegido dessa instável maré de descontrole e arrependimento, que alcança nossas vidas de uma maneira ou de outra. A última década viu um constante trombeteamento de informações como essas, retratando o aumento de inépcia emocional, desespero e inquietação em nossas famílias, comunidades, e em nossas vidas coletivas. Esses anos escreveram a crônica de uma raiva e desespero crescentes, seja na calma solidão das crianças trancadas com a TV em vez de uma babá, no sofrimento das crianças abandonadas, esquecidas ou violentadas, ou na desagradável intimidade da violência conjugal. Pode-se ler a doença emocional alastrando-se em números que revelam um salto da depressão em todo o mundo, e nos lembretes da repentina onda de agressão adolescentes com armas nas escolas, infrações de trânsito na estrada, que terminam em tiros, ex-empregados descontentes que massacram antigos colegas de trabalho. Abuso emocional, drive-byshooting [rajadas de tiros disparadas de um carro em movimento] e tensão pós-traumática entraram no léxico comum americano da última década, enquanto o slogan do momento passou do alegre "Tenha um bom dia" para o petulante "Faça meu dia". Este livro é um guia para extrair sentido do que não tem. Como psicólogo e, na última década, jomalista de The New York Times, venho acompanhando a evolução de nossa com
preensão científica do campo do irracional. Dessa posição, chamaram-me a atenção duas tendências opostas,uma que retrata uma calamidade cada vez maior em nossa vida emocional comum, outra que oferece alguns remédios auspiciosos.
POR QUE ESTE EXAME AGORA ?
A última década, apesar das notícias ruins, também assistiu a uma explosão sem paralelos de estudos científicos da emoção. O mais sensacional são as visões do cérebro em funcionamento, possibilitadas por métodos inovadores como as novas tecnologias para obter imagens desse órgão. Elas tomaram visível, pela primeira vez na história humana, o que sempre foi uma fonte de profundo mistério: exatamente como age essa intricada massa de células, quando pensamos, imaginamos e sonhamos. Essa inundação de dados neurobiológicos permite-nos entender mais claramente que nunca como os centros nervosos nos levam à ira ou às lágrimas, e, como partes mais antigas do cérebro, que nos incitam a fazer a guerra e o amor, são canalizadas para o melhor ou o pior. Essa luz sem precedentes sobre os mecanismos das emoções e suas deficiências põe em foco alguns
novos remédios para nossa crise emocional coletiva. Tive de esperar que a colheita científica estivesse suficientemente completa para escrever este livro. Essas intuições saem tão atrasadas em grande parte porque o lugar dos sentimentos na vida mental
foi surpreendentemente desprezado pela pesquisa ao longo dos anos, deixando as emoções como um continente em grande parte inexplorado pela psicologia científica. Nesse vazio, despejou-se uma enxurrada de livros de auto-ajuda, conselhos bem-intencionados baseados, na melhor das hipóteses, em opiniões clínicas, mas sem muita base científica, se alguma existia. Hoje a ciência pode finalmente abordar com autoridade essas questões urgentes e desorientadoras da psique, no que ela tem de mais irracional, para mapear com alguma precisão o coração humano.

Esse mapeamento propõe um desafio aos que defendem uma visão estreita da inteligência, afirmando que o Ql é um dado genético que não se pode mudar com a experiência de vida, e que nosso destino é em grande parte determinado por essas aptidões. Esse argumento ignora a questão mais desafiante: o que podemos mudar para ajudar nossos filhos a se darem melhor na vida? Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de alto QI malogram e as de QI modesto se saem surpreendentemente bem.? Eu diria que a diferença muitas vezes está nas aptidões aqui
chamadas de inteligência emocional, que incluem autocontrole, zelo e persistência, e a capacidade de nos motivar a nós mesmos. E essas aptidões, como vamos ver, podem ser ensinadas às crianças, proporcionando-lhes uma melhor oportunidade de empregar qualquer potencial intelectual que Ihes tenha dado a loteria genética.
Além dessa possibilidade, surge um premente imperativo moral. Estes são tempos em que o tecido social parece esgarçar-se com uma rapidez cada vez maior, em que o egoísmo, a violência e a mesquinhez de espírito parecem estar fazendo apodrecer a bondade de nossas vidas comunitárias.Aqui, a defesa da importância da inteligência emocional depende da ligação entre sentimento, caráter e instintos morais. Há crescentes indícios de que posições éticas fundamentais na vida vêm de aptidões emocionais subjacentes. Por exemplo, o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos - os que não têm autocontrole sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter. Justamente por isso, a raiz do altruísmo está
na empatia, a capacidade de ler emoções nos outros; sem um senso da necessidade ou desespero do outro, não há envolvimento. E se há duas posições morais que nossos tempos exigem são precisamente estas, autocontrole e piedade.
Neste livro, eu atuo como um guia numa viagem por essas intuições científicas das emoções, uma viagem que visa a levar maior compreensão a alguns dos mais intrigantes momentos de nossas vidas e do mundo que nos cerca. O fim da jornada é entender o que significa e como levar inteligência à emoção.
Essa compreensão, em si mesma, pode ajudar em certa medida; o levar cognição ao campo do sentimento tem um efeito meio parecido com o impacto do observador no nível do quantum na física, que altera o que observa. Nossa viagem começa na Parte Um, com as novas descobertas sobre arquitetura emocional do cérebro, que oferecem uma explicação daqueles momentos mais desconcertantes de nossas vidas, quando o sentimento esmaga toda racionalidade. A compreensão da interação das estruturas do cérebro, que comandam nossos momentos de ira e medo ou paixão e alegria,revelam muita coisas sobre como aprendemos os hábitos emocionais, que solapam nossa melhores intenções, e também oque podemos fazer para dominar nossos impulsos emocionais mais destrutivos, ou que já trazem em si sua própria derrota. Mais importante ainda, os dados neurológicos sugerem uma janela de oportunidade para moldar os hábitos emocionais de nossos filhos. A grande parada seguinte em nossa viagem, a Parte Dois deste
livro, mostra como os dados neurológicos atuam sobre o instinto básico para viver chamado inteligência emocional: poder, por exemplo, conter o impulso emocional; ler os sentimentos mais íntimos de outrem; lidar tranqüilamente com relacionamentos como disse Aristóteles, a rara capacidade de "zangar-se com a pessoa certa na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo, e da maneira certa".
(Os leitores que não sentem atração por detalhes neurológicos talvez prefiram passar direto para essa parte.) Esse modelo ampliado do que significa ser "inteligente" põe as emoções no centro das aptidões paraviver.
A Parte Três examina algumas diferenças fundamentais que faz essa aptidão: como esses talentos preservam nossos relacionamentos mais valiosos, ou como a ausência deles os corrói; como a forças de mercado que estão remodelando nossa vida profissional dão um valor sem precedentes à nossa inteligência emocional para o êxito no emprego e como as emoções nocivas põem tanto em risco nossa saúde física quanto fumar um cigarro atrás do outro, assim como o equilíbrio emocional nos ajuda a ajuda a proteger nossa saúde e bem-estar. Nossa herança genética nos dota a cada um de uma série de pontos-
chave que determinam nosso temperamento. Mas os circuitos cerebrais envolvidos são extraordinariamente maleáveis; temperamento não é destino. Como mostra Parte Quatro, as lições emocionais que aprendemos na infância, em casa e na escola, modelam circuitos emocionais, tornando-nos mais aptos ou inaptos nos fundamentos da inteligência emocional. Isso significa que a infância e adolescência são janelas críticas de oportunidade para determinar os hábitos emocionais básicos que irão governar nossas vidas.
A Parte Cinco examina que riscos aguardam aqueles que, ao chegarem à maturidade, não dominam o campo emocional como as deficiências em inteligência emocional
ampliam a gama de riscos,desde a depressão ou uma vida de violência até os problemas  com comida e o vício das drogas. E documenta como escolas pioneiras estão ensinando às crianças as aptidões emocionais e sociais que elas necessitam para manter a vida nos trilhos. Talvez o dado individual mais perturbador deste livro venha de uma maciça
pesquisa com pais e professores, revelando uma tendência mundial da geração atual de crianças a ser mais emocionalmente perturbada que a última: mais solitária e deprimi
da, mais revoltada e rebelde, mais nervosa e propensa à preocupar-se, mais impulsiva e agressiva. Se há um remédio, acho que deve estar em como preparamos nossos jovens
para a vida. No momento, deixamos a educação emocional de nossos filhos ao acaso, com
conseqüências cada vez mais desastrosas. Uma das soluções é uma nova visão do que as escolas podem fazer para educar o aluno todo, juntando mente e coração na sala de aula. Nossa viagem termina com visitas a classes inovadoras, que visam a dar às crianças uma base dos fundamentos da inteligência emocional. Já antevejo um dia em que a educação incluirá como prática de rotina a instilação de aptidões humanas essenciais como autoconsciência, autocontrole e empatia, e das artes de ouvir, resolver conflitos e
cooperar. Em Ética a Nicômano, inquirição filosófica de Aristóteles sobre virtude, caráter e uma vida justa, seu desafio é controlar nossa vida emocional com inteligência.
Nossas paixões, quando. bem exercidas, têm sabedoria; orientam nosso pensamento, nossos valores, nossa sobrevivência. Mas podem facilmente cair em erro, e o fazem
com demasiada freqüência. Como viu Aristóteles, o problema não está na emocionalidade, mas na adequação da emoção e sua manifestação. A questão é: como podemos levar inteligência às nossas emoções, civilidade às nossas ruas e envolvimento à nossa vida comunitária?

2 de novembro de 2013

SONS NO ESPAÇO

Enquanto é correto dizer que não tem som no espaço, as frequências das várias emissões de rádio podem ser traduzidas em som. Os resultados? Algumas músicas de espaço extremoso inquietante que poderiam definir um tom estranho e ao mesmo tempo interessante.

Clique aqui para ouvir.

Em 2002, quando a sonda Cassini foi 374 milhões de habitantes do planeta com anéis, instrumento de ondas de rádio e plasma da sonda começou a detectar um sinal de rádio. O sinal está intimamente relacionado com auroras do planeta e os sons semelhantes para as emissões que são desprendidas por exibe auroral do nosso próprio planeta.
A gravação, originalmente 27 minutos de duração, foi compactada para 73 segundos. Em ordem para as altas freqüências de ser audível, têm também sido mudadas para baixo por um fator de 44.
Saturno não é o único lá mandando sons delével. A sonda Voyager 1 pegou as vibrações do espaço interestelar. Um link para o vídeo pode ser encontrado em nosso post aqui e muitos mais vídeos podem ser encontrados aqui . A NASA tem uma coleção de sons estranho espaço aqui .

Espero que desfrute desta trilha sonora do espaço!
Imagem: Saturno em um infravermelho de falsa-cor "fantasia", cortesia da NASA/JPL/ASI/Universidade do Arizona
Referência

1 de novembro de 2013

PERCEPÇÕES SONORAS

Os sons que captamos nos permitem comunicar melhor com os outros e experimentar diferentes sensações. O fenômeno ondulatório do som é o tema da coluna deste mês do físico Adilson de Oliveira.

Por: Adilson de Oliveira

Publicado em 24/10/2013 | Atualizado em 24/10/2013
Percepções sonoras
          Os sons nos revelam várias informações do mundo ao nosso redor e complementam nossa percepção das coisas. (foto: Sxc.hu)
Graças aos nossos sentidos, temos condições de interagir com o mundo à nossa volta. Com limitação em qualquer dos sentidos, uma pessoa perde boa parte das informações que poderia receber.
Além da visão, que talvez seja o sentido mais importante, a audição completa grande parte de nossa percepção. A partir dos sons que captamos, podemos nos comunicar com outras pessoas, receber informações e experimentar diferentes sensações. Ao ouvir o canto de um pássaro, uma canção ou a voz de alguém, percebemos coisas que só através do som podemos compreender.
O som é a propagação de uma perturbação mecânica em um meio material
O som é a propagação de uma perturbação mecânica em um meio material. Pode propagar-se como uma onda periódica, caracterizada por seu comprimento (que é a distância entre dois picos ou vales) e por sua frequência (número de vezes que ela varia por unidade de tempo).

Por exemplo, quando tocamos a nota musical ‘lá’ em um violão, ela se propaga pelo ar com velocidade de aproximadamente 340 m/s na forma de uma onda com frequência de 440 Hz (hertz é uma unidade de frequência que equivale a uma oscilação por segundo) e comprimento de onda de aproximadamente 77 cm.

Quanto maior a frequência, menor o comprimento da onda. A velocidade com que o som se propaga depende do meio: quanto mais denso o meio, maior a velocidade de propagação. Na água, o som se propaga a 1.400 m/s; no alumínio, a 6.300 m/s. Essa velocidade depende também da temperatura em
que o meio se encontra

Frequências de som
O esquema representa frequências de som diferentes. Quanto maior a frequência, menor o comprimento da onda propagada. (imagem: Wikimedia Commons/ Randomicc)


Há sons que não são ondas periódicas, como o que é produzido quando batemos palmas. Nesse caso, a onda é do tipo pulso, que se propaga em todas as direções, empurrando as moléculas do ar. Algo semelhante acontece quando, em uma sala fechada, abrimos uma porta repentinamente, fazendo com que o deslocamento de ar feche uma outra do lado oposto.

Como todos os nossos sentidos são limitados, podemos perceber apenas parte do mundo ao nosso redor. No caso da audição, só captamos sons que estão na faixa de 20 a 20.000 Hz. Outros animais são capazes de perceber sons fora dessa faixa. Elefantes, por exemplo, podem se comunicar entre si por meio de ondas infrassonoras a distâncias de até 2 km. Como essas ondas são de baixa frequência, acabam tendo grande comprimento de onda.

Por outro lado, cachorros podem captar sons na faixa de 50.000 Hz, e morcegos os percebem na faixa de 120.000 Hz. Estes últimos emitem gritos pela boca e pelas narinas nessas altas frequências. Quando os pulsos atingem um objeto, são refletidos em forma de eco e captados pelos ouvidos do animal. Com esse sonar (semelhante aos utilizados em submarinos), o morcego consegue identificar, durante o voo, a natureza do ambiente que o circunda, bem como a forma e a dimensão do objeto.

Ultrassonografia e radiofrequência

Outra aplicação do ultrassom é na geração de imagens. Da mesma forma que os morcegos, a técnica de ultrassonografia aproveita a reflexão do som produzida pelas estruturas e órgãos do corpo. Os ecos captados são transformados em imagens por meio de computação gráfica.

Os aparelhos de ultrassom utilizam frequências variadas, de 2 até 14 MHz (milhões de hertz). Quanto maior a frequência, melhor a qualidade e precisão das imagens das estruturas superficiais obtidas. Conforme a densidade dos tecidos e sua composição, as ondas ultrassônicas vão refletir de modo diferente, sofrendo atenuações. Isso se manifesta na imagem com diferentes tons de cinza observados.
Ultrassonografia
Ultrassonografia (ou ecografia) do útero de uma mulher com oito semanas de gravidez. O método diagnóstico lança mão de ecos produzidos pelo som e os transforma em imagens com auxílio da computação gráfica. (imagem: Wikimedia Commons/ Isis)


Assim como as ondas sonoras podem se transformar em imagens, que são emissões de luz (ondas eletromagnéticas), o contrário também pode ocorrer. Um rádio, por exemplo, capta ondas eletromagnéticas emitidas pela estação em dada frequência e as transforma em ondas sonoras, que podemos ouvir.

A frequência da onda de rádio nada tem a ver com a frequência dos sons produzidos. Basta lembrar que uma estação de rádio transmite em uma frequência fixa (normalmente na faixa de MHz) e podemos ouvir diferentes sons. A onda de rádio transmite informações, que atualmente podem ser transmitidas também na forma digital.

Oscilações nas ondas de plasma

Em filmes de ficção científica são comuns explosões no espaço. Embora tais sons deem um efeito dramático importante para muitos filmes, eles são impossíveis de acontecer. No espaço não há meio para a manifestação de ondas sonoras, pois há um vácuo muito alto, ou seja, com poucas partículas para permitir a propagação do som. A luz se propaga no espaço por ter uma natureza muito distinta da do som. É uma onda eletromagnética que não necessita de um meio para se manifestar.
No espaço não há meio para a manifestação de ondas sonoras, pois há um vácuo muito alto, com poucas partículas para permitir a propagação do som
Recentemente foi divulgada a notícia de que a sonda Voyager 1, lançada pela agência espacial norte-americana (Nasa) em setembro de 1977 com o objetivo de obter imagens dos planetas Júpiter e Saturno, teria alcançado o espaço interestelar. O anúncio foi feito com base nos ‘sons’ captados pela sonda nesse meio.Nesse caso, o que a espaçonave captou foram oscilações nas ondas de plasma do espaço interestelar, na região denominada heliosfera. O plasma é o quarto estado da matéria e se manifesta, por exemplo, quando temos um gás ionizado (que perdeu parte de seus elétrons). A Voyager 1 detectou variações nessas partículas que se propagaram como ondas sonoras.Os sons – ruídos, vozes, assobios, cantos, músicas, entre tantos outros – são diferentes formas de interação com o mundo. O barulho da chuva nos indica que a terra está sendo molhada; o som de uma risada, que alguém está feliz. Os ruídos das oscilações de plasma no espaço indicaram que uma espaçonave começava a alcançar as estrelas. Os sons nos informam sobre muitas coisas.

Adilson de Oliveira
Departamento de Física
Universidade Federal de São Carlos

26 de outubro de 2013

ARTE OCULTA: CONFIRA ALGUNS CÓDIGOS SECRETOS ESCONDIDOS EM PINTURAS FAMOSAS!



Provérbios Neerlandeses de Pieter Bruegel, o Velho

Como você sabe, é bastante comum que os artistas incluam elementos simbólicos em suas obras, transmitindo, dessa forma, uma série de informações através de imagens. No entanto, “traduzir” esses códigos secretos nem sempre é uma tarefa fácil, e é necessário ter os olhos bem treinados — e às vezes quebrar a cabeça — para poder identificá-los.

Pensando nisso, reunimos aqui algumas obras mundialmente famosas e supostamente repletas de códigos secretos, assim como algumas hipóteses sobre a explicação de suas simbologias. Confira:

1 – A Criação de Adão, Michelangelo
Este talvez seja o afresco mais famoso da Capela Sistina, e a cena representa um episódio do Livro do Gênesis no qual Deus dá origem ao primeiro homem. Como todos sabem, Michelangelo conhecia profundamente a anatomia humana — daí o realismo presente em suas obras —, e alguns estudiosos apontaram que Deus e os anjos que o rodeiam na imagem estariam sobrepostos à figura de um cérebro.


É claro que essa afirmação gerou bastante polêmica, já que muitos especialistas acreditam que o suposto cérebro não foi incluído propositalmente. Por outro lado, os que acreditam no contrário levantaram várias hipóteses sobre o que o órgão poderia representar, indagando que, talvez, a intenção de Michelangelo fosse transmitir a ideia de que a religião não passa de um produto da mente humana.Será?

Aliás, quando a Capela Sistina foi restaurada no final do século 20, os trabalhos revelaram outras mensagens ocultas. Entre as mais famosas está um gesto obsceno de um querubim dirigido ao Papa de então, e a inclusão de dois judeus — que eram perseguidos na época — entre os escolhidos no Juízo Final, algo considerado como blasfêmia. Ainda bem que, naquela época, a má iluminação não permitia que todos os detalhes presentes nos afrescos fossem apreciados em detalhe.

2 – A Última Ceia, da Vinci
Outra pintura famosa que supostamente apresenta um código secreto é “A Última Ceia” de da Vinci, do final do século 15. Aparentemente, as mãos dos apóstolos e os pães que aparecem no afresco correspondem a notas musicais e formam uma pequena composição, mais especificamente, um requiem. Além disso, outros elementos que aparecem no afresco dão indicações sobre o ritmo e a duração de cada nota. Você pode ouvir a música através deste link.

O mais curioso é que as notas, para fazerem sentido, devem ser lidas da direita para a esquerda, que era como o pintor costumava escrever. Neste caso, até mesmo os mais céticos não conseguem negar que a harmonia da composição é perfeita demais para ser uma simples coincidência, admitindo que a hipótese de que da Vinci teria incluído um código secreto em sua obra é — no mínimo — plausível.

3 – Discípulos de Emaús, Caravaggio

Este quadro de 1601 retrata um episódio bíblico no qual Jesus, após a ressurreição, aparece diante de dois de seus discípulos. Contudo, de acordo com alguns estudiosos, se olharmos para o quadro com mais cuidado, é possível encontrar vários símbolos religiosos. A fruteira, por exemplo, projeta a pequena sombra de um peixe — antigo símbolo cristão —, as uvas na mesa representam a ressurreição, enquanto que as maçãs simbolizam o pecado original.

4 – Vigésima cena da vida de Francisco, Giotto di Bondone


Este afresco datado do século 13 se encontra na Basílica de São Francisco de Assis em Peruglia, na Itália, e
 só teve uma mensagem oculta revelada recentemente. Depois de passar inadvertido durante oito séculos, a especialista em arte medieval Chiara Frugoni descobriu que Giotto, o artista que pintou a cena, incluiu em uma das nuvens o sorriso maroto de um demônio.


5 – La Gioconda, da Vinci

A famosa Mona Lisa, pintada no início do século 16 por Leonardo da Vinci, provavelmente seja a obra mais comentada e envolta em mistérios de todos os tempos. Além do sorriso enigmático e da verdadeira identidade da mulher da imagem — há quem acredite que se trata de Lisa Gheradini, a esposa de um mercador florentino, outros que seria um autorretrato do próprio da Vinci — os mistérios que a envolvem parecem infinitos.

Tanto que há três anos o historiador e arqueólogo italiano Silvano Vincenti disse ter descoberto códigos secretos nos olhos de Mona Lisa. Vincenti teria encontrado as letras “L” e “V” na pupila direita, possivelmente representando as iniciais do nome do artista, e as letras “C” e “E” na pupila esquerda que, segundo o arqueólogo, poderiam ser uma pista sobre a verdadeira identidade da mulher.
Fontes: 

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MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA

MEDITAÇÃO DA LUZ DOURADA
Deve-se estar sentado confortável com a coluna vertebral bem direita. Começamos por inspirar profundamente pelo nariz e expiramos pela boca. Visualizamos a inspiração em energia branca e pura e a expiração levando todas as toxinas e energias negativas em névoas negras. Seguidamente concentramo-nos na energia do universo, das estrelas, dos planetas e focalizamo-nos em inspirar essa energia, preenchendo-nos completamente com ela. Sentimos o nosso corpo envolvido e preenchido com essa energia de paz e amor universal. Mantemos esta sensação durante cerca de dois minutos e depois, lentamente, pensamos somente em inspirar paz. Pensamos na paz e concentramo-nos na respiração desse sentimento, um sentimento de paz. Quando expiramos, enviamos paz também para o universo, preenchendo-o. Fazer esta respiração durante cerca de dois minutos e está-se pronto para a Meditação da Luz Dourada. Visualizamos de seguida, que inspiramos uma luz dourada. Sentimo-la a entrar para os nossos pulmões e a espalhar-se por todo o nosso corpo. Fazêmo-lo nove vezes. Passamos a respirar regularmente pelo nariz. Depois, começamos a visualizar uma linha dourada desde a base da espinha até ao topo da cabeça. Visualizamos essa linha dourada da grossura de um fio de electricidade. Fazêmo-lo nove vezes. Visualizamos então a grossura do fio dourado a aumentar lentamente até atingir a grossura de um lápis. Sentimos a luz dourada desde a ponta da espinha até ao topo da cabeça. Novamente sentimos a expansão da grossura da luz dourada até atingir a grossura de um dedo a fluir desde o topo da cabeça até à base da espinha. Agora, sentimos a luz a expandir-se para uma coluna de luz dourada que flui desde a base da espinha até o topo da cabeça. Visualizamos esta bela coluna de luz dourada a expandir-se lentamente até nos envolver completamente todo o corpo. Ficamos a sentir, pacificamente, essa luz dourada a envolver-nos. Agora, lentamente visualizamos a coluna de luz que nos envolve, a transformar-se num grande ovo de luz dourada que nos envolve completamente. Sentimos a sua paz e também a sua protecção. Tudo o que está dentro desse ovo cintila de energia, alimenta a nossa aura de energia e fortalece-a. Ficamos durante cerca de dois minutos sentindo-nos envolvidos por esse ovo de luz dourada. Depois, começamos a visualizar o encolhimento do ovo dourado. Primeiro sentindo-o voltar à forma de coluna, e depois lentamente sentimo-la encolher até à base da espinha e ao topo da cabeça. Depois sentimo-la a encolher lentamente até ficar do tamanho de um dedo, depois de um lápis, e finalmente, da grossura dum único fio dourado. Agora, sentimos a energia desse fio dourado a fluir desde a base da espinha até ao topo da cabeça e focalizamo-nos no ponto de intersecção das linhas do terceiro olho e do topo da cabeça. Respiramos por nove vezes, sentindo a energia da luz dourada nesse local da cabeça e depois, deixamos a energia fluir de novo para a boca, estômago, baixo abdómen, deixando-a dissolver-se aí lentamente. Respiramos fundo mais umas quantas vezes e sentimos toda a paz e protecção que essa luz dourada nos proporcionou. Sentimos que podemos fazer esse exercício sempre que quisermos, envolver-nos nessa luz dourada e fortalecer a nossa aura com a sua protecção e energia.

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“O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será tua vontade.

O que for a tua vontade, assim serão teus atos.

O que forem teus atos, assim será teu destino.”

Brihadaranyaka Upanishad

Transforme-se em ti mesmo e descubra quem você é.

Transforme-se em ti mesmo e descubra quem você é.
Seja LUZ !!!

DEIXE A TUA LUZ BRILHAR

DEIXE A TUA LUZ BRILHAR
Desperte para a regeneração da alma e do próprio corpo físico, começando por se desintoxicar daquilo que desequilibra a tua saúde física. Depure e purifique teus pensamentos, olhando mais para o Sol da verdade, do que para as nuvens da ignorância. Quem se faz luz não teme a escuridão, nem nevoeiros passageiros. Sabe que tudo que não for essencialmente divino, passa e se transmuta. Sendo assim, transmute-se!